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Galo x Gallo

Todo ano é assim. Os clubes e seus torcedores querem seus grandes atletas lembrados na Seleção Brasileira. No papo de cerveja ou de cafezinho...

Todo ano é assim. Os clubes e seus torcedores querem seus grandes atletas lembrados na Seleção Brasileira. No papo de cerveja ou de cafezinho, o assunto é que fulano merece uma oportunidade com o técnico do Brasil. Eu sempre concordo e assino em baixo. Somos bons em produzir jogadores, mesmo com o mercado externo levando-os a 'preço de banana', como dizia Vovó Iracema.

A nossa seleção de base faz o chamado ciclo olímpico que constitui trabalhar durante quatro anos para aquela olimpíada seguinte que, por acaso, será no Rio de Janeiro em 2016. As obras estão acontecendo dentro do esperado e pressionadas pelos gringos do Comitê Olímpico Internacional. Foi assim na Copa do Mundo de 2014. Isso é padrão da casa.

No momento vemos uma disputa saudável em Galo x Gallo. De um lado, o Atlético sonhando, com justiça, pelo título da Copa do Brasil, a tão desejada conquista nacional. Do outro, Alexandre Gallo, técnico da Seleção Brasileira Sub-21 hoje, que será Sub-23 na Olimpíada do Rio, convocando dois atletas potenciais do time mineiro: o volante Eduardo Henrique e bom atacante Carlos, um dos destaques da equipe e pedido na seleção naqueles patos de café e cerveja.

Os dois Galos estão com a razão. O time de querer nesse momento ficar com seus jogadores e o treinador em observar de perto os atletas num torneio na China.

O que vamos precisar neste caso é de usar o bom senso. Aliás, bom senso é alguma coisa difícil de reencontrar no futebol que é movido a tanta paixão.