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Galo aposta nos erros do Flamengo

Galo aposta nos erros do Flamengo

06/05/2013 às 02:27

Ronaldinho Gaúcho é sem dúvida um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Copa América do Paraguai em 99, técnico Vanderlei Luxemburgo apostava pela primeira vez naquele garoto genial do Grêmio que chegava para a Seleção Brasileira no lugar do indisciplinado Edilson Capetinha que havia sido cortado pela confusão na final do campeonato Paulista entre Corinthians x Palmeiras.

De lá para cá RG10 ganhou o mundo com a bola aos seus pés. Conquistou multidões de torcedores por onde passou. Brilho na França, Espanha e Itália. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi o atleta mais assediado de todos os esportes. Causava tumulto dentro do próprio hotel do Brasil apenas com o assédio dos funcionários chineses, sem os chamados torcedores das ruas.

Retornou ao Brasil pensando em voltar a defender o Brasil com a camisa amarelinha. Aqui, começaram os problemas de muitas festas, bons e maus momentos nos jogos do Flamengo e a confusão entre a empresa Trafic e o clube por causa dos salários de R$ 1,2 milhão. Primeiro o rompimento do Flamengo com a empresa de Marketing Esportivo e depois a dificuldade para honrar os salários e direitos de imagens, conforme decisão da Justiça do Trabalho que permitiu ao Galo sonhar e realizar o sonho de ter RG10 com a camisa do Atlético.

O Flamengo não se dá por vencido e tenta cassar a liminar que liberou o craque da Gávea. Lógico que RG10 nunca mais jogará pelo Rubro-Negro carioca. Sua torcida respirou aliviada quando soube da saída ruidosa do clube e muito mais ficou chateada com as declarações do próprio jogador. O amor acabou e por pouco não virou ódio.

O Galo aposta nos erros do Flamengo. Sem festa, com treinamento e sem jogo de estréia especial, RG10 sabe que terá de trabalhar como qualquer novato do time, mesmo sendo Ronaldinho Gaúcho. Os torcedores serão vigilantes implacáveis e defensores naturais do novo ídolo. Se Ronaldinho Gaúcho entender o sentimento dos atleticanos e se esforçar pelas conquistas dentro de campo será eterno no coração dessa gente, porém, se tropeçar nas atitudes fora de campo terá vida curta nas alterosas.

O Presidente Alexandre Kalil merece ser aplaudido pela audácia de trazer RG10. Se vai dar certo, depende muito mais do jogador que do Atlético. Fez bem ao futebol mineiro ver o Brasil e o mundo curiosos e sedentos por informações sobre o grande atleta na Cidade do Galo. Helicópteros sobrevoando treino de segunda-feira quebrou a rotina dos noticiários esportivos. É a força do craque, capaz fazer o Atlético captar mais admiradores por ai afora e contar sua história de glórias aos que não sabem do Galo Vingador.

Sem oba-oba para não acabar em epa-epa, assim como foi na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro de São Sebastião.

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