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Clubes fazem trabalho de base ruim.

Clubes fazem trabalho de base ruim.

06/05/2013 às 02:27

Infelizmente terei que generalizar para falar do assunto trabalho de base nos clubes brasileiros. Com ajuda do meu ídolo, Emerson Romano, da redação da Rádio Itatiaia, fizemos as contas para salvar os mineiros. Vejamos: no último clássico entre Cruzeiro 2x1 América, o Coelho tinha oito jogadores da base, o Cruzeiro com cinco. No Galo o aproveitamento do técnico Cuca é de cinco jogadores atuando. Nada mal. O que incomoda de uma maneira geral é a chamada "peneira". Geralmente escapam bons jogadores por falta de uma observação mais criteriosa e menos burocrática. Os garotos precisariam de mais alguns treinos para perder a inibição natural e mostrar futebol. Porém, parece que no futebol de base tempo é dinheiro, e muitos jovens perdem suas chances. A história do futebol brasileiro é repleta de exemplos. Rivelino, apaixonado pelo Palmeiras, foi reprovado no Palestra e aprovado no Corinthians. Fez fama e dinheiro no maior rival. Depois encantou o Maracanã pelo Fluminense na 'máquina"ao lado de Gil, ex-Cruzeiro que veio para consagrar no Fluminense e Botafogo. Mané Garrincha foi chamado de alejado pelo técnico Flávio Costa no Vasco da Gama e virou o "anjo das pernas tortas" no Botafogo. Dadá Maravilha surgiu no Campo Grande, passou rapidinho pelo Flamengo e fez vôos maravilhosos como um "beija-Flor" com a camisa do Galo. Ronaldo Fenômeno tentou a sorte no Fluminense e Flamengo, mas não conseguiu que pudesse pagar as passagens de ônibus para que ele pudesse treinar todos os dias. Do São Cristovão para Cruzeiro levado pelo empresário Léo Rabello e da Toca da Raposa conquistou o mundo. A falta de orientação aos atletas também é uma realidade. O atacante Mosquito do Vasco, está desaparecido do clube desde o Torneio Sul-americano sub15, quando o Brasil foi campeão e ele artilheiro com doze gols em cinco jogos. Completou 16 anos e agora quer contrato de gente grande, como se já fosse um craque pronto. Pede para voltar ao Vasco Gama R$ 550 mil de luvas. O presidente Roberto Dinamite, artilheiro dos bons, tenta fazer esse gol para o time da colina.

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