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Clubes Cariocas mudam o discurso e permanecem no C13

Clubes Cariocas mudam o discurso e permanecem no C13

06/05/2013 às 02:27

Nada como um dia após o outro, ditado antigo e necessário, nesse momento, para se fazer uma avaliação da crise do Clube dos Treze, renegociando o contrato da TV aberta do triênio 2012/2014. Quem previa um dia daqueles com trocas de farpas e desistências, quebrou a cara. Os quatro times do Rio de Janeiro, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense e Botafogo reuniram a imprensa por mais de duas horas, para dizer que não estão abandonando o C13, e sim, apenas cuidando em separado da renovação com a TV, sem interferência, e que o desligamento pode ocorrer numa segunda etapa. Em Minas, o Cruzeiro diz que vai se manifestar nos próximos dias. O Atlético gosta da concorrência sadia entre as televisões. Também foi negado qualquer movimento com a finalidade de esvaziar o C13 para criar a tal Liga Nacional de Clubes. "Queremos que ele volte a ser como era quando da sua criação, procurando juntos o melhor para todos os clubes, cuidar melhor das transmissões de TV, valorizando nossas marcas, não há o interesse de se distanciar ou romper com o C13, há sim, o interesse de se manter essa essência de preservação dos clubes", disse Patrícia Amorim, presidente do Flamengo. Para Mauricio Assunção, presidente do Botafogo, que participou da Comissão de TV do C13, ele se desligou dela por não concordar com as normas estabelecidas no edital de concorrência. "Eu só sai porque não concordei com as normas que vieram prontas para a Comissão de TV, eu queria discutir mais coisas, elas são ruins para os clubes, por exemplo, a visibilidade dos meus patrocinadores, audiência, programas esportivos, programas de variedades, a exposição da minha marca. Um dos meus patrocinadores me procurou e disse que se eu fosse para tal emissora com o Botafogo, ele iria renegociar o contrato por valor inferior", se defendeu. O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, disse que seria muito difícil ter duas emissoras de televisão mostrando o mesmo campeonato brasileiro com grupos de clubes diferentes. Imagina, enquanto os jogos forem dos cubes de tal TV, tudo bem, mas quando for um time da Record contra o outro de outra rede, você teria que negociar jogo a jogo, e as nossas contas, os salários do jogadores, como iríamos pagar?" lembrou. Alexandre Kalil, presidente do Atlético MG e da Comissão de TV do C13, revelou por ensaio que os novos contratos de todas as mídias (televisão aberta, internacional, fechada, pay-per-view, placas, telefonia e internet) vão render nos próximos três anos 4 bilhões e 900 milhões de reais. Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras recebem atualmente da TV aberta R$ 16,8 milhões. Esse valor teria um salto de R$ 42 milhões, com R$ 25 milhões adiantados. O Santos pularia de R$ 14,8 milhões para R$ 36 milhões, adiantados entrariam R$ 20 milhões. Atlético MG, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Grêmio e Internacional recebem hoje R$ 12 milhões e passariam a receber R$ 30 milhões, na mão antecipadamente R$ 18 milhões. Bahia, Vitória, Sport, Goiás, Coritiba, Atlético PR, Portuguesa e Guarani que recebem R$ 9,2 milhões saltariam para R$ 24 milhões com antecipação de R$ 14 milhões. A grande verdade é que sempre foi assim as renegociações, porém, antes não havia tantos interessados e dispostos a pagar alto. Agora é esperar dia 11 de março, 14h, na sede do C13, em São Paulo, a apresentação das propostas que serão reveladas ao grande público para analise dos torcedores se seu clube deve pegar essa ou aquela proposta. A Rede Record já anunciou que se for a vencedora vai mudar o horário do futebol no Brasil no meio de semana, jogando por volta das 20h e não 22h atualmente. Com isso, o torcedor chegará em casa mais cedo, se transformando num problema a menos com a "Dona Onça em casa". Uma coisa é certa, se na Globo ou Record, o que não existe é "santo" na história, e Deus nos proteja dos males. Amém!

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