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Carnaval e futebol pelos envelopes da vida

Carnaval e futebol pelos envelopes da vida

06/05/2013 às 02:27

Já tem tempo que ouço "samba e futebol se combinam" e as vezes até concordo. Menos quando se trata do carnaval falar do futebol como enredo. A LIESA - Liga Independente das Escolas de Samba - se coça toda quando vem alguma agremiação falando do esporte mais amado do Brasil. Foi assim com a Beija-Flor em 1986 com o enredo "O mundo é uma bola", com a escola desfilando debaixo de chuva e no escuro na Marques de Sapucaí. Quase rebaixou a Estácio de Sá falando do centenário do Flamengo e derrubou o bonita Unidos da Tijuca quando do mesmo aniversário do Vasco da Gama. Nem por isso, os nossos queridos atletas abandonam os desfiles e principalmente os camarotes, onde geralmente eles batem um "bolão" atrás de muitas gatas e mulheres famosas. As revistas de fofocas adoram e o público vibra. No futebol não é diferente. Vira e mexe alguma conquista de campeonato ou torneio provoca um grande "carnaval fora de época", lógico, com muita cerveja e justiça. No ano passado, quarta-feira de cinzas, logo após o resultado de campeã da Unidos da Tijuca, entrevistei o presidente Fernando Horta na praça da apoteose no Sambódromo com o troféu na mão e ele revelou o sonho de ser presidente do Vasco. E eu fiquei pensando, administrar uma escola de samba é quase igual um clube futebol. Ou alguém discorda que exista muita semelhança entre carnavalesco e treinador? Afinal, estão sempre criando alguma coisa mágica, dando chilique, e se dizendo o "dono da cocada preta". O craque do time tem o que de diferente da rainha de bateria? Estão sempre rebolando, cheios de fotógrafos, cinegrafistas e microfones a rodeá-los e se deixar comprometem a harmonia da escola e do time. A bateria é ou não algo como um time de futebol? Tem que estar tocando bem, atentos para não atravessar o ritmo, deixando o público sempre naquele suspense da hora daquela paradinha de arrepiar. E os admiradores, torcedores, estão sempre prontos para se emocionar e aplaudir de pé se for preciso, com o hino na ponta da lingua e o coração latejante de paixão. É bonito. Digo tudo isso porque a semana será semelhante na hora dos envelopes. Na quarta-feira, na Marques de Sapucai, quando Jorge Perlingeiro começar a dizer repetidamente nota 10, 9,8 e assim por diante, iremos revelar os mistérios dos envelopes da LIESA, pelas cabeças dos jurados nem sempre amados pelas escolas. Sempre haverá uma ou outra voz dizendo-se injustiçado. Na sexta-feira,11, em São Paulo, longe da avenida do samba, outros envelopes serão abertos. Desta vez os números vão revelar que vai transmitir pela TV aberta, os próximos campeonatos do Brasil. Coisa de muita grana e bastante vaidade entre dirigentes de clubes, C13 e as brigas da redes de TV. Mais uma vez, o torcedor, que na quarta-feira sofreu com as notas da sua escola de samba, campeã ou não do carnaval, estará boquiaberto com os interesses de cada lado da negociação. Vale tudo. Até abrir de lona. E como dizia o slogan do "Repórter Esso"da querida Rádio Nacional, "quero ser testemunha ocular dessas histórias". Bom carnaval. E se for dirigir não beba.

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