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Brasileirão é uma máquina de triturar técnicos

Brasileirão é uma máquina de triturar técnicos

Já estamos vivendo as emoções da 13ª rodada da Série B, na Série A temos 12 jogos para cada equipe. E de nada, pelo menos até agora, a limitação da CBF nos regulamentos de todas as divisões de apenas duas trocas de treinadores por time não impôs um freio. Ou então, os clubes ainda não entenderam a finalidade na prática.

Vamos aos nomes na Série A: América (Lisca), Corinthians (Vagner Mancini), Grêmio (Tiago Nunes), Chapecoense (Mozart), Cuiabá (Alberto Valentim), Flamengo (Rogério Ceni) e Internacional (Miguel Angel Ramirez), num total de sete treinadores.

Na Série B, são nove técnicos demitidos. Anotem: Goiás (Pintado), Vasco (Marcelo Cabo), CSA (Bruno Pivetti), Vila Nova-GO (Wagner Lopes), Botafogo (Marcelo Chamusca), Remo (Paulo Bonamigo), Cruzeiro (Felipe Conceição), Vitória (Rodrigo Chagas) e Londrina (Roberto Fonseca).

São 16 profissionais que foram para a panela. A máquina de triturar técnicos está fervendo e com espaço para mais gente. Basta ser time grande e empatar três partidas e perder duas. Saco. Os dirigentes vão dizer que não podem ficar esperando time acertar e correr risco de rebaixamento, hoje o maior tormento de quem comanda uma equipe.

Nesta loucura que é o Campeonato Brasileiro, até treinador brigando pelo título já foi demitido. Ou já esquecemos o que aconteceu com o Fernando Diniz no São Paulo na reta final de 2020?

Pois é. Funciona assim. Temos que mudar, criar mecanismos para preservar os treinadores? Acredito que sim. A única dificuldade é abrir a caixa preta desta máquina e trocar o chip.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro e João Zebral/América