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Seleção Brasileira troca amistoso por férias

Após o cancelamento do jogo contra a Argentina, em Melborne (Austrália), a comissão técnica do Brasil não conseguiu agendar outro adversário e viu o período sem amistosos como benéfico para os jogadores

13/05/2022 às 08:54
Seleção Brasileira troca amistoso por férias

Ainda faltam cerca de seis meses para a Copa do Mundo no Catar. No próximo mês de junho a FIFA ofereceu três datas às seleções classificadas para realizar amistosos preparatórios, justamente no momento de férias dos jogadores que atuam na Europa.  

Na verdade, o Mundial deveria ser jogado nos meses de junho e julho. Porém, as altas temperaturas neste período no Catar, 50ºC é um calor normal por lá, fez com que a competição fosse adiada para novembro, quando os termômetros marcam em torno de 28ºC.  

Há muitos meses, a comissão técnica da Seleção Brasileira vem tentando cumprir os três jogos de junho. Chegou a anunciar que teríamos como adversários da Copa as seleções da Coreia do Sul, em Seul, Japão, em Tóquio, e Argentina, em amistoso em Melbourne, na Austrália. 

Horas antes da convocação no dia 11 de maio, veio o cancelamento da Argentina. Aí saíram em busca de uma outra seleção para ocupar aquela vaga. Senegal até topou, mas o tempo de preparação, convocação, logística de viagem dos africanos trouxeram uma série de dificuldades que o melhor foi cancelar e fazer apenas duas partidas. 

Cientificamente, a comissão técnica entendeu que, trocando o amistoso por mais uma semana de férias para os jogadores que atuam na Europa, o benefício será muito maior mais adiante. Descanso, mais tempo com os familiares e, principalmente, a recuperação de pequenas lesões e fadigas musculares. 

Sendo assim, de olho lá em novembro quando a bola rolar para a Copa do Catar, os pontos positivos de atletas mais inteiros fisicamente poderão realçar nas atuações e em busca das vitórias que poderão dar o tão sonhado título mundial que não vem desde 2002 na Coreia e no Japão. Justamente os anfitriões dos amistosos de junho. 

Como jogador de futebol não é máquina e todo cuidado é pouco, o Brasil dá uma pausa agora para correr mais lá na frente.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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