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América, o melhor de Minas

'Se hoje o América está onde está, tirando os lugares de Cruzeiro, Vasco e Grêmio, que estão penando na Série B, não é por acaso '

16/03/2022 às 07:34
América, o melhor de Minas

Meus ídolos, com licença, antes que chamem a minha coluna de matéria paga pelo Thiago Reis, ou pelo seu pequeno e, neste momento, alucinado Bernardo, ou o velho Gaia, em minha defesa digo que é apenas uma confissão de amor pelo amado Coelho.  

Confesso que a alegria de ver o América na Copa Libertadores da América já era a consagração de um trabalho honesto, visionário e inteligente de pessoas que abraçaram o Decacampeão Mineiro para salvá-lo daquela lama nojenta. 

Assim como no Defensores Del Chaco, o América não contou com o Hulk. Mas lá estava meu xará, Wellington Paulista. Também não estava Tostão, gênio da bola, trocado com o Cruzeiro por uma geladeira e um saco de bolas. Jailson, preterido pelo Ronaldo Fenômeno na Cruzeiro S/A, foi herói. O goleiro Hélio, dos meus tempos de Mineirão, está orgulhoso.  

Sim, o America é o melhor de Minas. E por favor, não desmereçam tal feito e nem queiram comparações com o forte time do Atlético ou com o renovado Cruzeiro.  

O América vai escrevendo sua história internacional com letras GARRAFAIS. Vai derrubando equipes com muito mais tradição de Libertadores, quando muita gente achava que passar uma ou duas vezes pelo free shop já era muito.  

Não quero cometer injustiças. Porém, citando alguns torcedores/dirigentes, quero homenagear, no mais alto do pódio, os trabalhos de Alencar da Silveira, Henrique Saliba e Marcus Salum. Na ordem alfabética para dizer que o Coelho é uma unidade.  

A inteligência, o trabalho, a riqueza da escolha dos nomes que compõem a comissão técnica e o grupo de jogadores não é um acidente ou por acaso. Aí vem o sucesso.  

Se hoje o América está onde está, tirando os lugares de Cruzeiro, Vasco e Grêmio, que estão penando na Série B, não é por acaso e, sim, por organização e competência.  

Sim, a rádio Itatiaia sempre acreditou no América.  Gosto de contar: na Série C de 2008, em uma quarta-feira à tarde, no Estádio Romário de Sousa Faria, o Marrentão, na terra de Zeca Pagodinho, o Coelho venceu o Duque de Caxias. Apenas a Itatiaia transmitiu para o Brasil e o mundo com Enio Lima, Maurilio Costa, Bruno Azevedo e Wellington Campos. Trabalhos técnicos de Rodrigo Marinho e Uara Elias. Os Carneiros e agora o novo comando da emissora mais ouvida do Brasil seguem fiéis aos rumos do América.  

E quando o América mergulhou na segunda divisão do campeonato mineiro, Estádio Juca Pedro em Formiga, na minha doce cidade, a Itatiaia estava lá, ao lado do Coelho.  

Hoje é fácil dizer que o América é o melhor de Minas. 

 

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