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A primeira vez na Seleção Brasileira

A primeira vez na Seleção Brasileira

06/05/2013 às 02:27

Uma das propagandas mais lindas que vi e guardei, como muitos, é de 1987 e falava do sutiã que a adolescente ganhava de presente e dizia o primeiro sutiã ninguém esquece. Ocorreu-me isso para falar da convocação feita pelo técnico Mano Menezes para o jogo de Córdoba com a Argentina, dia 14 de setembro, no Clássico das Américas. A volta em Belém dia 28.

A emoção dos jogadores convocados pela primeira vez lembrou-me a propaganda do sutiã. Primeiro você muda de classe, passa ser jogador de Seleção Brasileira, segundo, é uma conquista pessoal, nem que seja para ficar no banco de reservas, mas para ter aquela camisa, transformá-la em um quadro depois de autografada por todos daquele jogo do Brasil. Não tem preço e nada substitui. Pergunte para quem já foi lá.

Emocionei-me com depoimentos de diversos jogadores, como também foi a emoção de Leandro Damião ao marcar pelo Brasil contra Gana, amistoso para muitos sem propósito, porém para Damião foi mais que especial e pode marcá-lo na Seleção como novo goleador. Aí quem paga o pato é o Alexandre do Milan.

A emoção narrada por Renato Abreu, 33 anos, que vestirá pela primeira vez a "amarelinha" reflete a realidade de todos os jogadores. Aos setoristas do Flamengo revelou que leu no site da CBF umas 35 vezes a convocação para se acostumar com a ideia. Aliás, justa convocação. Renato sabe que não é para Copa 2014, mas para agora, contra Argentina.

O lateral esquerdo Cortez, do Botafogo, que no ano passado estava no Quissamã do interior do Estado do Rio de Janeiro, veio, viu e venceu em pouco tempo a desconfiança de muitos e também ouvirá das arquibancadas a torcida alvinegra gritar ão ão ão Cortez é Seleção. Ele chorou ao saber da convocação.

No Vasco da Gama, o jovem Rômulo, vindo ano passado do Piauí foi outro que revelou ter sentido a ficha cair quando, em São Januário, Felipe, Juninho Pernambucano e Diego Souza, jogadores consagrados,  vieram cumprimentá-lo pela convocação. Também merece pelo bom futebol que vem apresentando.

Na era Falcão como treinador do Brasil o lateral do Bragantino Gil Baiano revelou logo nas primeiras convocações que a vida dele havia mudado em casa depois de vestir a camisa da Seleção. A esposa só queria almoçar e jantar em churrascaria, afinal de contas, Gil Baiano era da Seleção Brasileira. E tantas outras histórias serão lembradas.

Lógico que é importante vestir a camisa e jogar pelo Brasil. Mas, existem muitos jornalistas que insistem em tirar essa importância tentando quebrar o encanto de muitos. Alguns nunca acompanharam a Seleção mundo afora e não experimentaram a emoção na hora do Hino Nacional. Outros, pelo simples prazer de falar mal de alguma coisa. Faz parte.

O atacante Eder Luiz do Vasco da Gama na entrevista coletiva de terça-feira, 6 de setembro, meteu o dedo nessa ferida e ressaltou como é importante estar e jogar pelo Brasil. Concordo. O imortal Nelson Rodrigues foi um dos maiores defensores da nossa Seleção, criando a famosa frase "a pátria de chuteiras". Também gosto desse clima de brasilidade que a Seleção transpira diariamente, com ou sem Copa do Mundo acontecendo. É diferente e o mundo respeita o Brasil.

Claro que nos estádios são públicos distintos, os dos clubes e o de Seleção. Gosto dos dois e participo deles também. Precisamos resgatar o amor pelo "verde-amarelo"como diz o velho lobo Zagallo.

As críticas ao trabalho de Mano Menezes, dizer que ainda não temos uma Seleção formada é a nossa realidade que vai se encaixando naturalmente. Pergunte aos mais velhos, o time Tri-campeão do Mundo viajou vaiado para o México, em l970, depois de perder 2x1 para Atlético MG e empatar com o Bangu, em jogos preparatórios, para depois voltar nos braços de 90 milhões de brasileiros em ação naquela Copa memorável.

Desconfiar dos convocados faz parte. A emoção de cada um que chega é para renovar a esperança de que agora veio o cara certo. Ainda bem que o Mano Menezes só tem dois ouvidos. E nem precisa de mais.

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