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2016, o ano tenebroso dos clubes

Com aprovação da Lei de Responsabilidade no Esporte, o chamado Profut, os clubes que aderiram ou não ao refinanciamento e parcelamento

Vem aí 2016. Será um ano diferente para o futebol brasileiro. Com aprovação da Lei de Responsabilidade no Esporte, o chamado Profut, os clubes que aderiram ou não ao refinanciamento e parcelamento de suas dívidas com o governo federal somente poderão investir 70% dos seus orçamentos no futebol.

A partir de janeiro, todos os clubes precisão ter certidões negativas para colocar em campo equipes profissionais. Os salários e as dívidas tributárias deverão ser pagas em dia. Os atrasos poderão proporcionar até o rebaixamento do time nos campeonatos nacionais.

Evidente que essa determinação, que também foi parar no Estatuto do Torcedor, causa calafrios nos clubes e nas entidades. Inclusive, de quem partirá a denúncia e quem vai fazer cumprir? Serão os torcedores que denunciarão times inadimplentes? E para quem?

Outra coisa: quem vai fazer cumprir o rebaixamento? As entidades organizadoras perderam o direito de punição com a Lei Pelé. Seria o Superior Tribunal de Justiça Desportiva? Seria a Justiça Comum?

Advogados que militam na área esportiva também fazem essas perguntas e buscam as respostas. O que se sabe é que se trata de um assunto muito sério e que a Europa precisou de cinco anos para colocar em prática. Não foi numa canetada pura e simples como foi feito aqui.

O cenário que se desenha é de incerteza quanto à permanência de muitos clubes na vida esportiva nacional. 2016 pode ser o ano tenebroso dos clubes.