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Por foro privilegiado, inquérito que apura denúncia de ex-chefe de gabinete de Kalil sobe para PGJ

Segundo Alberto Lage, reunião no gabinete do prefeito discutiu pré-campanha ao governo de Minas com empresários de ônibus

07/01/2022 às 09:15
Por foro privilegiado, inquérito que apura denúncia de ex-chefe de gabinete de Kalil sobe para PGJ

O inquérito do MP de Minas que investiga uma suposta reunião na Prefeitura de Belo Horizonte para discutir a pré-campanha ao governo de Minas do prefeito Alexandre Kalil (PSD), com a presença de empresários de ônibus, "subiu" e agora é conduzido pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) de Minas. Segundo interlocutores, a investigação foi enviada para o procurador-geral por conta de investigados que possuem foro privilegiado. O caso foi denunciado pelo ex-chefe de gabinete de Kalil, Alberto Lage.

A coluna apurou que, atualmente, o inquérito é analisado pela assessoria da PGJ. Em outubro, Lage levou a denúncia à 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, onde a investigação foi aberta.

Segundo o ex-chefe de gabinete do prefeito de BH, houve, no gabinete de Kalil, uma reunião para discutir um plano de pré-campanha do prefeito ao governo de Minas com a presença do então presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Belo Horizonte (Setra-BH), Joel Jorge Paschoalin, e do secretário municipal de governo, Adalclever Lopes. 

A suspeita da denúncia é que os empresários estariam discutindo o financiamento da pré-campanha, o que, para Lage, seria ilegal. 

No documento inicial enviado ao MP, Lage afirma que, embora não haja menção expressa em relação ao financiamento da campanha, a presença de Joel é "estranha e repugnante", porque se trata de um conflito de interesses, já que ele representava empresas de ônibus.

Ainda de acordo com o ex-chefe de gabinete, diversas vezes ele foi abordado de forma constrangedora por Adalclever, que sugeria a ele que a prefeitura deveria ser mais simpática com as demandas levadas pelos empresários de ônibus.

Em nota divulgada na época do envio da denúncia ao MP mineiro, o prefeito Alexandre Kalil afirmou que esse tipo de assunto deve ser esclarecido no Ministério Público e na Justiça, e não pela imprensa. O Setra-BH, na ocasião, também em comunicado, afirmou que Joel Jorge Paschoalin considera as alegações absurdas e que elas precisam ser esclarecidas. 

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