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PGJ fica com inquéritos envolvendo Kalil e remete a promotoria outras investigações sobre PBH

Prefeito possui foro privilegiado e, por isso, só pode ser investigado pela cúpula do MP

02/02/2022 às 05:14
PGJ fica com inquéritos envolvendo Kalil e remete a promotoria outras investigações sobre PBH

A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) dividiu as investigações envolvendo denúncias sobre supostas irregularidades cometidas na Prefeitura de Belo Horizonte. Parte das apurações ficou com a chefia do MP mineiro por envolver o prefeito Alexandre Kalil (PSD), que possui foro privilegiado. Os outros fatos investigados foram remetidos à 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, segundo apurou a coluna.

Na PGJ, são investigadas supostas irregularidades praticadas na obtenção de favorecimento indevido de empresas de transporte, em troca de apoio financeiro para a candidatura de Kalil. O caso foi denunciado inicialmente pelo ex-chefe de gabinete do prefeito, Alberto Lage. 

A procuradoria também investiga repasse de R$ 218 milhões feito pela prefeitura às empresas de transporte sem autorização da Câmara Municipal, além de suposto crime de advocacia administrativa ao nomear, como membro do Comitê de Ética Pública do município, advogado que atuou na defesa de um ex-presidente da BHTrans. 

Já na 17ª Promotoria, o MP de Minas investiga suposta utilização de estrutura da PBH, a partir do então secretário de Governo, Adalclever Lopes, para se reunir com empresários de transporte e discutir o planejamento e financiamento da campanha de Kalil ao governo de Minas.

No segundo inquérito, aberto a partir de representação do vereador Nikolas Ferreira (PRTB), o parlamentar aponta suposto caso de nepotismo em duas nomeações - casos de um servidor da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica e de sua irmã, servidora na assessoria jurídica do prefeito. 

O terceiro inquérito aberto na 17ª promotoria se deu por outra representação de Nikolas Ferreira, envolvendo suspeita de utilização de servidores públicos para prestarem serviços a um projeto conduzido pela esposa do prefeito.

Em manifestação feita no início de janeiro, quando todos os casos subiram para a PGJ, o prefeito Alexandre Kalil, em nota, afirmou que a investigação faz parte de um trâmite normal. “Estava no Ministério Público e continua lá. Trâmite normal. E repito: quem tem medo de Ministério Público é bandido”.

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