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Lage diz ter gravado Kalil por temer 'ameaça'; prefeito denunciou ex-chefe de gabinete à polícia

Ex-assessor foi intimado a comparecer na delegacia após Kalil apresentar notícia-crime denunciando a gravação tida pelo prefeito como "criminosa"

20/12/2021 às 09:03

Em depoimento à Polícia Civil, o ex-chefe de gabinete do prefeito Alexandre Kalil (PSD), Alberto Lage, afirmou que gravou o chefe do Executivo por temer "propostas tidas como ilegais e/ou imorais e com a possibilidade de sofrer qualquer tipo de ameaça". Lage foi intimado a comparecer na delegacia após Kalil apresentar notícia-crime denunciando a gravação tida pelo prefeito como "criminosa". O depoimento aconteceu na tarde do último sábado (18).

"QUE Alexandre Kalil chamou o declarante para conversa a se realizar no gabinete do prefeito na data de 18/08/2021; QUE o declarante demonstrou desinteresse na tal da reunião com Alexandre Kalil em decorrência das discussões anteriores, mas Alexandre insistiu afirmando que o declarante era um servidor da Prefeitura de BH e deveria comparecer; QUE momentos antes de entrar para a reunião, o declarante se preocupou com a possibilidade de propostas tidas como ilegais e/ou imorais, inclusive com a possibilidade de sofrer qualquer tipo de ameaça, e por isso ligou um aplicativo nativo do smartphone para gravar a conversa e guardou o celular no bolso; QUE o declarante temeu sofrer ameaças por parte de Alexandre Kalil em virtude das desavenças anteriores e também pelo fato de ter um depoimento marcada na CPI da BHTRANS para a semana logo sequinte", mostra trecho do depoimento. 

Na peça inicial apresentada po Kalil à Polícia Civil, o prefeito aponta que a finalidade do ex-chefe de gabinete seria criar "constrangimentos políticos" ao prefeito. Segundo a notícia-crime, "pela atitude de Lage", se percebe que a "dita ameaça não ocorreu. Do contrário, certamente teria sido publicada. O fracionamento da conversa tem a clara finalidade de retirar as falas de contexto, permitindo a construção de narrativas que não coincidem com a realidade daquilo que foi dito. O resultado é a materialização da finalidade de Lage ao realizar a escuta ambiental: criar constrangimentos políticos ao prefeito de Belo Horizonte".

Ainda segundo a notícia-crime apresentada por Kalil, os membros do Conselho de Ética da Prefeitura de BH seriam indicados pelo presidente do colegiado, e não pelo prefeito. A defesa de Lage, no sábado, solicitou que o decreto municipal que institui o Conselho seja colocado nos autos. O ex-chefe de gabinete argumenta que, em tese, segundo o decreto, seria o chefe do Executivo o responsável a nomear os membros deste colegiado. 

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