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Juíza adia julgamento de ação que pode cassar mandato de vereador de BH

Na ação, o PSC, partido do vereador, argumenta que Crispim cometeu irregularidades durante as eleições do ano passado ao, supostamente, fraudar a receita e as despesas de sua campanha

Juíza adia julgamento de ação que pode cassar mandato de vereador de BH

A juíza Patrícia Henriques Ribeiro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), pediu vistas e adiou o julgamento em segunda instância de uma ação do PSC contra o vereador Marcos Crispim (PSC) que pode cassar o mandato do parlamentar. Ribeiro, que é a relatora do processo, fez o pedido na sessão do TRE na noite desta quarta-feira (3) - a reunião que vai analisar o caso deve acontecer no próximo dia 23. 

Na ação, o PSC, partido do vereador, argumenta que Crispim cometeu irregularidades durante as eleições do ano passado ao, supostamente, fraudar a receita e as despesas de sua campanha. "O Investigante (PSC) assevera que, embora o Investigado (Marcos Crispim) tenha declarado ter gasto na campanha R$ 2.572, foram realizadas duas doações, as quais foram depositadas na conta bancaria da esposa do Investigado, nos valores de R$ 5.000 e R$ 4.999, configurando caixa 2, pois não foram declaradas à Justiça Eleitoral", mostra trecho de uma decisão do TRE que recebeu a ação em março deste ano.

A defesa do vereador nega qualquer irregularidade e diz que todos os gastos e receitas da campanha foram declarados à Justiça. Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente pelo TRE. Para o novo julgamento, o MP Eleitoral emitiu parecer pela manutenção da decisão em primeira instância - ou seja, a favor de Crispim. 

Caso o vereador seja condenado, ele perderia o mandato e um suplente do PSC assumiria a cadeira na Câmara. O caso é acompanhado de perto por muitos interlocutores, uma vez que Crispim, até aqui, vem atuando como membro da base do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na Casa.