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Iphan não repassa recursos para reforma do vapor Benjamim Guimarães desde o primeiro semestre

Instituto só repassou cerca de R$ 900 mil dos R$ 3,5 milhões necessários para a obra

06/12/2021 às 10:07
Iphan não repassa recursos para reforma do vapor Benjamim Guimarães desde o primeiro semestre

Em meio à relação interna conturbada no Iphan em Minas, a presidente nacional do instituto, Larissa Peixoto, esteve na última sexta-feira em Belo Horizonte com o secretário de Estado de Turismo, Leonidas Oliveira, para lançar o Inventário da Cozinha Mineira. 

Para interlocutores ouvidos pela coluna, no entanto, o assunto de maior urgência a ser tratado pelo Iphan em Minas se refere ao vapor Benjamin Guimarães, barco ícone do Rio São Francisco, único em seu modelo ainda em atividade no mundo e que passa por uma situação estrutural complicada, necessitando de reformas urgentes. 

O governo de Minas já sinalizou que vai complementar o valor necessário para a realização das reformas no vapor Benjamin, mas o Iphan, principal responsável pelo processo, só repassou cerca de R$ 900 mil dos R$ 3,5 milhões necessários para a obra - a licitação para o início dos trabalhos foi concluída há mais de um ano. O último repasse aconteceu ainda no primeiro semestre de 2021.

Internamente, o assunto é tratado com estranheza por conta da forma como a superintendente do Iphan em Minas, Débora Maria Ramos do Nascimento, tem atuado no caso. O projeto da reforma havia sido aprovado pelo instituto, mas depois foi rejeitado. A Marinha chegou a emitir um parecer favorável às obras e, mesmo assim, o Iphan não seguiu com os repasses. 

A expectativa agora é que, depois da visita da presidente nacional do Iphan, a situação possa enfim ser resolvida - antes que algo mais sério aconteça com a estrutura do vapor Benjamin, um grande símbolo da história naval brasileira. 

A coluna questionou o Iphan em Minas sobre a situação mas, até o momento, não obteve resposta. 

História

Construído em 1913 nos Estados Unidos, o vapor navegou no rio Mississipi e, depois, em rios da Bacia Amazônica. Na segunda metade da década de 1920, uma empresa mineira adquiriu a embarcação e batizou o barco em homenagem ao patriarca da família proprietária da empresa, “Benjamim Guimarães”. Por várias décadas, o vapor foi utilizado no transporte de cargas e passageiros no trecho Pirapora (MG) – Juazeiro (BA). Durante a segunda guerra mundial, serviu de transporte para as tropas do exército brasileiro. Depois disso, sua navegação foi direcionada para o turismo em Pirapora.

Pela história, o vapor foi tombado pelo governo estadual como patrimônio histórico de Minas.

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