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MPF em Minas abre procedimento para apurar 'emendas de relator' indicadas para cidades mineiras

Em nota, a Prefeitura de Pouso Alegre negou que os recursos tenham sido destinados à cidade

E o Ministério Público Federal (MPF) em Minas instaurou procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas RP9, as chamadas "emendas de relator", em que não há divulgação de quais políticos indicaram o recurso, para duas cidades mineiras: Pouso Alegre e Itajubá. O MPF tomou conhecimento a partir de reportagens do jornal "Estado de S.Paulo". 

Em nota, a Prefeitura de Pouso Alegre negou que os recursos tenham sido destinados à cidade. Os valores seriam, na verdade, destinados pela Codevasf para contratos firmados com a empresa chinesa XCMG, sediada na cidade. 

A coluna apurou que o procedimento foi instaurado após ter sido submetido à livre distribuição e ficou sob responsabilidade do procurador titular de Pouso Alegre.

"CONSIDERANDO as notícias veiculadas na imprensa no decorrer da elaboração do Orçamento da União do presente ano, dando conta da existência das emendas RP9 (Emendas de relator), pelas quais não há transparência em relação aos políticos que indicaram o envio de recursos federais aos Municípios e outras entidades (...) RESOLVE publicar portaria de instauração do presente PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO", cita trecho da abertura do procedimento.