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Relatório da CPI da Covid-19 na Câmara de BH pede indiciamento de médicos do comitê da prefeitura

Além dos indiciamentos, o relatório também pede que o MP de Minas investigue o prefeito Alexandre Kalil (PSD) pela possível prática de improbidade administrativa

10/11/2021 às 02:37
Relatório da CPI da Covid-19 na Câmara de BH pede indiciamento de médicos do comitê da prefeitura

O relatório da CPI da Covid-19 na Câmara de Belo Horizonte pede o indiciamento dos médicos Carlos Starling e Estevão Urbano, membros do Comitê de Enfrentamento da pandemia da prefeitura, do secretário municipal de Fazenda, João Fleury, e de ex-dirigentes da BHTrans. O documento foi produzido pelo vereador Irlan Melo (PSD), relator do colegiado, e protocolado na Câmara no início da tarde desta quarta-feira (10). A votação do texto acontece nesta quinta-feira (11), na última reunião da CPI.

Segundo o relator, Starling e Urbano, por integrarem o Comitê de Enfrentamento do Covid-19 da PBH e também pertencerem ao quadro da Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções, entidade que prestou consultoria especializada a escolas particulares durante a pandemia, teriam atuado com "nítido conflito de interesses", o que configuraria improbidade administrativa. Os dois médicos negam qualquer irregularidade e disseram estar surpresos com o relatório. 

Além dos indiciamentos, o relatório também pede que o MP de Minas investigue o prefeito Alexandre Kalil (PSD) pela possível prática de improbidade administrativa por conta do adiantamento de repasses de vales transportes às empresas de ônibus e pela "ausência de publicidade do Comitê Covid". Ao MP de Minas, também é sugerida investigação sobre o acordo judicial envolvendo os repasses e checar a possibilidade de rescisão do acordo.

O ex-presidente da BHTrans, Célio Bouzada, e o ex-diretor Daniel Marx Couto também foram inseridos entre os pedidos de indiciamento no texto. 

Procurado, o médico Carlos Starling disse que o relatório é "absurdo". "Trata-se de acusação absurda e de caráter político. Jamais aferimos lucro algum com o trabalho realizado de forma absolutamente voluntária a convite da prefeitura. Quem acusa, tem que provar, se não, trata-se de calúnia e difamação, que é crime", afirmou.

À coluna, o prefeito Alexandre Kalil defendeu os médicos e disse estar "envergonhado" por conta da "politicagem". “Estou absolutamente envergonhado, não por mim, porque isso é politicagem e coisa requentada; mas pelos dois infectologistas, brilhantes, competentes, responsáveis por salvar tantas vidas, sendo tratados dessa maneira por causa de política”, disse.

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