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Será o Cruzeiro a nova Magalu?

01/08/2021 às 12:27
Será o Cruzeiro a nova Magalu?

No dia 3 de agosto, o Conselho Deliberativo do Cruzeiro decidirá pela criação de uma Sociedade Anônima do Futebol em que, segundo o edital publicado, o clube ficará com 51% das ações e o restante será levado ao mercado para captação de recursos que serão usados para saneamento das dívidas.

Mais detalhes ainda não foram divulgados e devem ser decididos na reunião do conselho, mas, pelas manifestações da diretoria, há uma tendência de que o Cruzeiro SAF tenha capital fechado, ou seja, não negociará suas ações na Bolsa de Valores.

Em outras palavras, as ações não seriam vendidas de forma pública na bolsa, e eventuais investidores seriam escolhidos e aprovados pelo clube.

A empresa de capital fechado não precisa se registrar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não poderá fazer oferta pública de ações e não precisa apresentar os balanços contábeis da empresa. A Rede Globo e a Pernambucanas, por exemplo, são sociedades anônimas de capital fechado.

Outra opção seria adotar o modelo “capital aberto”, que deve, obrigatoriamente, ser registrada na CVM e está autorizada a captar recursos de investidores em mercados de valores mobiliários, por meio de ações e debêntures, entre outros títulos de crédito.

É bastante comum que sociedades anônimas com dificuldade de captar recursos e investimentos optem por abrir seu capital em ofertas públicas.

No caso do Cruzeiro, a oferta pública de ações, diante de toda a paixão despertada pelo futebol, tenderia a gerar engajamento entre os torcedores, que poderiam adquirir lotes de ações, tal como o fazem de empresas como Vale, Petrobras e Banco Inter.

A Magazine Luiza, popularmente conhecida como Magalu, foi fundada em 1957. Apenas em 2011, porém, a rede realizou a oferta pública inicial (IPO) e chegou ao mercado de capitais. Em abril, abriu o capital e passou a comercializar ações na Bovespa no preço, sob a sigla MGLU3.

As ações da empresa tiveram valorização de 47.000%. A Magalu se tornou um grande “case” de sucesso de empresas que abriram o capital. Quem investiu R$ 1.000 na rede em 2011 tem, atualmente, algo em torno de R$ 40.000. Desde então, investidores buscam uma “nova Magalu” para alocar seus recursos.

O Cruzeiro é um dos clubes mais tradicionais e vitoriosos do Brasil, tem uma torcida imensa e uma marca valiosíssima. 

Independente da situação esportiva atual, o clube possui um potencial imenso de crescimento e recuperação. Esse cenário pode transformar a Raposa na nova Magalu e trazer retornos financeiros astronômicos em dez anos.

Mire-se no exemplo do Rangers, da Escócia, que faliu, reestruturou-se e recomeçou as atividades em 2012, na quarta divisão. Em 4 anos, o clube voltou à primeira. Enfim, em 2020, o Rangers conquistou o Campeonato Escocês. Adquirido por 5,5 milhões de libras, o clube teve uma valorização incrível em 10 anos.

Cabe à diretoria e ao conselho do Cruzeiro abrir mão dos pensamentos individuais e analisar qual o melhor modelo para o clube. Tão importante quanto isso é buscar engajamento do maior patrimônio da Raposa: a torcida.

Alijar os torcedores desse momento de reconstrução e não permitir a eles investir mais do carinho e coração e ter a oportunidade de ganhar mais do que alegria com o seu renascimento pode não ser a melhor opção.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

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