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Quando CBF desafiou a Fifa

12/04/2021 às 03:46

A Fifa recebe milhões de dólares de seus patrocinadores e, a fim de impedir que eles sofram concorrência nas competições de seleções, proíbe que as equipes nacionais ostentem marcas em seu uniforme.

Os uniformes das seleções somente podem trazer a marca do fornecedor de material apenas uma vez na camisa, em cada pé do meião, no calção e em cada luva do goleiro, ocupando no máximo 20 cm² em cada peça.

Para a Copa de 1982, a CBF incluiu um “raminho” de café no escudo da Seleção em alusão ao Instituto Brasileiro de Café (IBF), burlou a proibição e recebeu cerca de US$ 3 milhões do patrocinador.

Em 1987, a CBF afrontou a proibição da Fifa de maneira direta e ostensiva quando disputou partida amistosa contra o Chile, em Uberlândia, com sua patrocinadora (Coca-Cola) na região mais nobre da camisa, ou seja, na região da barriga.

A afronta rendeu cerca de US$ 40 mil dólares para a CBF e gerou desavença com a Fifa que notificou a Confederação de que seria punida se atuasse novamente com o patrocínio. 

Foto: Carlos Fenerich/Reprodução/Revista Placar

Três dias depois, a Seleção entrou em campo para amistoso contra a Alemanha, mas, dessa vez, sem o grande retângulo vermelho com a marca de refrigerantes.

A Fifa tem realizado estudos a fim de flexibilizar as proibições dos patrocínios e, em 2000, chegou-se a cogitar liberá-los em partidas amistosas, mas a ideia não avançou.

Foto (uniforme da seleção com patrocínio): Carlos Fenerich/Reprodução/Revista Placar

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