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O Clássico azul

12/04/2021 às 01:44
O Clássico azul

A vitória do Cruzeiro por 1 a 0 no jogo do Mineirão foi justa e mostrou mais uma vez uma verdade absoluta do futebol: nem sempre vence o mais forte e o que tem mais recursos.

O jogo pegou o Cruzeiro atravessando a fase mais difícil nos seus 100 anos de história, tanto pelo lado financeiro, técnico e político. E que tinha como adversário um Atlético com alto investimento e com um elenco com jogadores mais qualificados.

Aí entram fatores decisivos no futebol como motivação, aplicação técnica, espírito de luta, tradição e peso da camisa, o que o Cruzeiro teve de sobra e que faltaram ao Galo.

No final do jogo, o lateral Arana falou curto e grosso: “Precisamos evoluir bastante”.

Não é que o Cruzeiro, com seus inúmeros problemas, tenha criado uma fórmula que vai vigorar de agora em diante. Ainda continua sendo um time limitado, sem grandes craques. Vai ter que lutar muito para subir de volta à série A. Porém, mostrou estar trilhando um caminho certo que funciona no futebol desde quando a bola era marrom: obediência tática e jogadores com vontade de vencer na carreira.

O Cruzeiro colocou no Mineirão 9 jogadores que nunca tinham enfrentado o Atlético. Apenas 2, Fábio e Sóbis, já tinham vivido este grande momento.

Isto valoriza ainda mais a vitória pela maneira como o Cruzeiro se comportou.

O Atlético jogou mal, Cuca admitiu os erros na sua entrevista coletiva.

O Galo precisa urgente repensar a formatação do time titular. São inadiáveis decisões sobre a zaga , lateral direita, ataque e meio-campo, este sim, o ponto mais fraco.

Assistindo pela manhã Flamengo e Palmeiras pela Recopa que fizeram uma grande partida, é fácil concluir como ainda está longe a qualidade do futebol do Atlético e destas duas equipes. Elas serão adversárias possíveis na Copa do Brasil e talvez na Libertadores, mas certamente no Campeonato Brasileiro.

Cuca vai ter dificuldade em preencher pontos fracos e o que fazer com a sobra de bons jogadores em alguns setores do campo.

Posse de bola não ganha jogo. Bolas esticadas eliminando o meio-campo é tática manjada, tudo mundo conhece.

O Clássico deixa lições para os dois lados.

Por isso sempre foi e será um grande jogo.

A vitória levanta o astral do Cruzeiro e cobra do Atlético calçar as sandálias da humildade, dentro e fora do campo.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

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