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Cruzeiro: ascensão e queda

24/12/2020 às 12:15
Cruzeiro: ascensão e queda

Finalmente, o Cruzeiro passa a fazer parte dos clubes centenários do Brasil. Tudo começou em 1921, no dia 2 de janeiro, quando um grupo de italianos e descendentes criou uma associação com o nome de Palestra Itália, como o Palestra paulista, hoje Palmeiras.

Durante a Segunda Guerra Mundial, brasileiros e italianos ficaram em frentes antagônicas e o Palestra mudou de nome e trocou de cor (entrou azul, a cor da camisa italiana).

O tempo passou e grandes nomes dirigiram o Cruzeiro. Cada um deixou um pedaço do seu coração, seu sacrifício, e as cinco estrelas passaram a ganhar títulos e o respeito dos adversários, no Brasil e no exterior.

Vieram a sede social no Barro Preto, a Toca da Raposa, a Campestre, e o manto azul foi vestido por grandes e inesquecíveis jogadores do futebol brasileiro.

O momento atual encontra o Cruzeiro numa situação critica no aspecto político, financeiro e esportivo. Um calvário nunca vivido antes com tal intensidade.

Houve momentos difíceis ao longo destes 100 anos, mas o estrago feito nas últimas gestões criou um clima de terra arrasada.

Há um grande esforço para acertar contas, remontar o elenco e resgatar o orgulho de milhões de cruzeirenses, hoje esperando que a crise não dure muito mais.

É bom falar a verdade, explicar aos cruzeirenses a falta de recursos, compromissos inadiáveis e a necessidade de resgatar a credibilidade, interna e externamente.

A instituição Cruzeiro Esporte Clube é muito maior do que a atual crise. Muita coisa já foi conseguida e o importante é que o Cruzeiro está reconhecendo as dívidas e compondo parcelamentos.

Difícil é enfrentar a realidade com a falta absoluta de recursos. Mas isso tem sido uma gota d’água no tamanho da dívida contraída por irresponsáveis e alguns até desonestos.

O Cruzeiro deu imensas alegrias à sua grande torcida, que cresceu e se multiplicou. Os títulos e troféus inundaram a sede do clube, e os nomes inesquecíveis de atletas e dirigentes devem ser lembrados neste centenário glorioso.

O futebol brasileiro precisa do Cruzeiro com suas páginas heroicas e imortais.

Parabéns, Cruzeiro, pelos 100 anos! Os últimos e os próximos.

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