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Zelo com a coisa pública

Zelo com a coisa pública

06/05/2013 às 02:13

Dois exemplos dessa semana de como cuidar do que é de todos nem sempre é uma tarefa levada a sério pelos que têm a responsabilidade de fazê-lo: no caso do vazamento de dados sigilosos na Receita Federal, o governo anuncia agora que vai demitir quem facilitar o acesso e cria uma “casta” especial de contribuintes. Em Belo Horizonte, o shopping mais famoso cede e faz acordo com o Ministério Público, depois que a Prefeitura abriu as pernas e não cobrou compensações, como devia. O caso da Receita está sendo bem divulgado por todo o país e, por isso, vou me limitar a reproduzir aqui o que os leitores estão pensando: “Que vergonha!” Quero falar mais é sobre o nosso shopping mais antigo, o BH, que, quando de sua terceira ampliação, ganhou autorização da PBH sem dar contrapartidas ao menos decentes. O prefeito da época, Fernando Pimentel, além de não exigir obras para compensar o aumento da circulação de veículos e pessoas, ainda foi para a televisão bancar o garoto propaganda do empreendimento. Agora, recentemente, a associação de moradores cobrou, o deputado Sávio Souza Cruz denunciou na Assembléia Legislativa e o Ministério Público resolveu pressionar, com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Resultado: o shopping vai depositar, nos próximos dias, três milhões de reais numa conta judicial para ajudar na construção de uma trincheira. E o mesmo shopping já fez outras obras paliativas em seu entorno, antes prometidas e que estavam na espera. Está provado: como quem devia zelar pelos nossos interesses nem sempre o faz, é bom estarmos sempre atentos, cobrando e exigindo respeito daqueles que têm todo o direito de ganhar dinheiro, desde que não nos sufoquem.

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