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Xô CPMF

Desta vez é pior porque quem sugere a CPMF é o PT, aquele que prometeu ser diferente durante décadas e mostra-se cada dia mais igual a todos...

22/09/2015 às 02:38

O que não falta no Brasil é empresário irritado com a iminente volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, que foi pensada como a realização do sonho de um imposto único e mais justo, mas que, seduzida pelo jeitinho brasileiro, tornou-se mais uma fonte de arrecadação, nos importunou por longos anos e agora está aí de novo, como fantasma que não dá trégua. Desta vez é pior porque quem sugere a CPMF é o PT, aquele que prometeu ser diferente durante décadas e mostra-se cada dia mais igual a todos os outros partidos políticos.

Poucos estão indignados como Nadim Donato, presidente do Sindilojas-BH. Ele faz contas, carrega debaixo do braço e em todos os bolsos cálculos dizendo que vão levar uma fortuna a mais dos brasileiros e dá um exemplo simples: o cidadão que ganha mil reais por mês terá pago, ao final do ano, 50 reais de CPMF... Isto só parar movimentar o dinheiro no banco! Ele lançou, na sexta-feira, o manifesto #NÃOCPMF para que lojistas, entidades e toda a sociedade possam baixar arquivos, cartazes, banners e adesivos, aderindo a uma grande mobilização nacional.

Na análise do Presidente dos Sindilojas-BH, Nadim Donato, a volta do imposto é um retrocesso nocivo que prejudicará o crescimento da economia como um todo, impactando na atividade comercial do país, dado o esgotamento da capacidade contributiva da sociedade brasileira. Além disso, a CPMF sempre representou, no mínimo, dupla tributação, pois incide sobre o recolhimento de qualquer valor já tributado anteriormente.

“Nós lojistas não aguentamos mais pagar impostos, já somos muito prejudicados com toda carga tributária e a falta de apoio dos governantes. É uma questão de sobrevivência das empresas, afirma o presidente Nadim Donato”. Outro ponto negativo do retorno da CPMF, é a natureza cumulativa e regressiva, incidindo sobre operações que não podem ser consideradas fatos geradores como por exemplo, movimentações bancárias para o pagamento de outros impostos.

Ele não é o único. Nos últimos dias, conversei com comerciantes de óculos, roupas, sapatos, prestadores de serviços como fisioterapia, hotéis e viagens e todos falam em queda acima de 30 por cento nos negócios. Um deles disse que a CPMF tem outro lado trágico: para fugir do “imposto do cheque” as pessoas começam a evitar bancos e trabalhar mais com dinheiro vivo, o que é extremamente perigoso nos dias de hoje. O pior mesmo é o sentimento de que o país estava começando a dar sinais de um novo tempo, seguro, bom para todos e, de repente, voltamos àqueles anos 90 do século passado quando não se falava de outra coisa que não fosse crise. A única mensagem que vi até agora em favor da volta da “contribuição provisória” foi uma campanha no what zap defendendo a CPMF desde que seja a sigla de cerveja, picanha, maminha e farofa!

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