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Xadrez, fuga ou morte?

Xadrez, fuga ou morte?

06/05/2013 às 02:13

Foi num dia sete de setembro, de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, que o Imperador Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil formalizando a separação com Portugal. O detalhe, senhores leitores, é que a famosa frase “Independência ou Morte!” não foi o bastante. Só depois de muitos conflitos, e passados mais de dois anos, é que Portugal finalmente reconheceu a independência brasileira. Ainda assim, brasileiros  brilharam entre nós e partiram para outro plano convencidos de que a verdadeira autonomia não existe até hoje. Cito dois que entrevistei, com orgulho: Celso Brant e Darcy Ribeiro. Mas – seguramente menos preparado - sou mais otimista e acredito que estamos evoluindo, embora no tempo da história, que não é o nosso; logo, ficamos impacientes e ansiosos. Mas, acredito. Agora, por exemplo, vivo um 7 de setembro cheio de ânimo porque o julgamento do chamado “mensalão” confirma minhas previsões, contrariando um sem número de amigos, ouvintes e leitores: o de que haverá condenação. E cadeia. Só para exercício matemático, pedi a um advogado que me ajudasse e fiz contas para saber até onde pode chegar o tempo de cadeia para os réus. Acredite: Marcos Valério pode pegar 1.586 anos de xadrez. Repito: 1.586 anos de reclusão. Senão vejamos: ele é acusado de formação de quadrilha, com pena de reclusão de um a três anos; acusado 11 vezes de corrupção ativa, com reclusão de dois a 12 anos, o que pode significar 132 anos; acusado também de peculato, seis vezes, com pena prevista de dois a doze anos, ressaltando-se que há seis acusações, logo, a pena pode chegar a 72 anos; há também 53 indiciamentos por evasão de divisas, com pena de dois a seis anos e, portanto, condenação possível de até 318 anos; finalmente, são 65 acusações de lavagem de dinheiro, com pena de até dez anos, cada, sendo que será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos na lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa, totalizando 866 anos. Isto sem falar em mais 18 processos na Justiça Federal contra ele. De acordo com as mesmas contas, o outrora festejado publicitário Cristiano Paz pode pegar 1.391 anos de cana e a dona Kátia Rabelo, dona do Banco Rural, pode ser sentenciada a até 1.043 anos de xadrez. Com o dinheiro e a arrogância que essa gente tem, mais o perigoso fatiamento do julgamento, que deixa a dosimetria das penas para depois, a pergunta é: vão aceitar a prisão, fugir ou...

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