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Votar bem é a única arma

Votar bem é a única arma

De novo, estamos às vésperas de mais uma eleição. Acho muito. O Brasil não aguenta de dois em dois anos. Não que seja contra o sagrado direito de o cidadão escolher seus representantes, ao contrário. O problema é que os nossos governantes, os responsáveis pelo nosso futuro, passam a pensar “só naquilo”; então, as atitudes de fundo, como resolver as questões ligadas às drogas, por exemplo, não são resolvidas, considerando polêmicas que ninguém quer enfrentar, com medo de repercussão nas urnas. Gostaria que elas ocorressem de cinco em cinco anos e fossem de caráter geral, para eleger de vereador a presidente da República e acabar com a mamata  dos políticos profissionais (agora, os que estão com mandato ajudam os amigos com a máquina para cobrar suas reeleições em 2014), mas, sobretudo, para permitir o funcionamento da máquina administrativa – isto é, o prefeito eleito realmente governar, tomar providências, em vez de se preocupar em agradar o deputado ou o governador que o apadrinhou. Eu poderia gastar um jornal inteiro para explicar porque não há outra saída senão votar... E votar direito, não anular, não deixar em branco... Escolher, de verdade, senão o melhor, o não tão ruim; e, na falta destes, apostar em um novato, dar um basta nos profissionais que ficam décadas no poder. Precisamos acreditar prá valer que o escolhido domingo vai definir nosso futuro, o futuro da nossa cidade... Para nossos filhos e netos. Ora, não há outro caminho, legal e decente. Então, vamos fazê-lo direito. Também em relação aos vereadores. Para nos auxiliar na reflexão, lembremo-nos do histórico texto de Bertolt Brecht intitulado “O analfabeto político”. A íntegra é: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.