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Por conta da profissão, convivo com gente de todas as camadas sociais e situação financeira. E vejo todo dia exemplos de que ter dinheiro e prestígio não implicam, necessariamente, em felicidade, simplicidade e alegria de viver.

22/07/2013 às 09:33

Por conta da profissão, convivo com gente de todas as camadas sociais e situação financeira. E vejo todo dia exemplos de que ter dinheiro e prestígio não implicam, necessariamente, em felicidade, simplicidade e alegria de viver. Dia desses acompanhava a caminhada de três moradores de um dos condomínios mais chiques da cidade e percebi o quanto estavam irritados. Primeiro, reclamavam de uma festa na qual – segundo eles – houve injustiça, teve gente pagando mais para benefícios de outros. Detalhe é que o ingresso para a tal festa custou 10 reais. Depois, os nobres senhores começaram a falar do cachorro de um vizinho e um dos caminhantes avisou: “Se eu morasse por perto, como é o seu caso, amigo,  já teria dado um tiro na cabeça dele”.

Escrevo a respeito porque vez por outra me vejo diante de mulheres brilhantes, cuja luta parece quase perdida, mas, elas acreditam e seguem brigando por dias melhores para seus filhos. Uma delas foi à Justiça para garantir ao filho um tratamento com “ecoterapia” - indicado para portadores de paralisia cerebral e, mesmo ganhando a ordem ainda não foi atendida pela Secretaria de Estado da Saúde. Também é emocionante a saga de mães que vêm de todas as partes do Estado em busca de socorro para filhos portadores de sofrimento mental. São crianças e adolescentes que vivem num mundo inacreditável e assombroso. Exemplo: a jovem olha para uma cadeira, vê vida no objeto, ouve ordens de comando para, por exemplo, atacar a própria mãe. São vários os nomes – retardo mental, esquizofrenia, transtorno de humor, transtorno provocado por drogas – que, no fundo, dizem a mesma coisa: são pessoas incapazes de ter a convivência com familiares quando das crises.

  Você consegue imaginar uma mãe que precisa ficar 24 horas atenta a um filho absolutamente dependente, muitas vezes mais forte que a própria cuidadora? Já viu de perto, por meia hora, como é a vida de um portador de paralisia cerebral? E consegue acreditar que as mães não se enervam nunca, beijam, abraçam e trocam a fralda com a mesma alegria de quem curte um gol ou uma noite na boate? Enfim, misturei um monte de imagens, não necessariamente bem explicitadas aqui, com um só objetivo: por que, antes de reclamar todo dia e toda hora, a gente não olha em volta?

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