Eduardo Costa

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Domingo com Francisco de Assis

Viva a luta dos que insistem em trazer algo realmente valiosos... em tempos onde despreparados e aloprados dominam os holofotes

22/10/2018 às 11:37

Queria dividir com os caros ouvintes experiências que vivi neste domingo, em uma fila de hora e meia na Praça da Liberdade.

Primeiro, é justo admitir que a culpa da espera é toda minha, pois, antigo contestador desse jeito brasileiro de deixar tudo para o último dia, desta feita fui apanhado por uma viagem e série de imprevistos. 

O importante era não perder a chance de ver a exposição São Francisco na arte de mestres italianos. 

Na fila, alguns sentimentos. O principal era a movimentação por conta das eleições de domingo, com muita gente vestida de verde e amarelo, algo que só tinha visto em dias de jogos da eleição. E como é bom brasileiro se importando com a política. A parte ruim, as discussões insensatas, por conta das preferências partidárias e exageros próprios de multidões.

Entre os que esperavam a chance de ver a mostra, a luta de sempre para explicar aos espertalhões de que a prioridade para mães e idosos só deveria ser facultada a estes e não a acompanhante de conveniência. Mas, seguramente, o mais legal foi ver a quantidade de gente interessada, esperando pacientemente, o que espanta essa antiga cantilena de que o brasileiro não se interessa por arte. E aproveitei para aprender muito com a jovem Marília, estudante da história da arte, sobre a região onde Francisco vivia nos seus tempos de Assis.

Lá dentro do antigo Palácio dos Despachos, quadros maravilhosos nos quais mestres da pintura retratam Francisco de Assis, o padroeiro da Itália, o patrono da ecologia e, por isso mesmo, da sustentabilidade ambiental, da natureza. 

De todas as telas, seguramente a que mais emociona foi produzida na época do descobrimento do Brasil. Tiziano retrata o momento em que São Francisco recebe os chamados estigmas. Mas, não há um só quadro que não nos leve a reflexões sobre como é forte dentro de nós o fruto do empenho de nossos pais, quando nos conduziram à religiosidade. E como alguns santos venerados pelos católicos têm carisma diferenciado.

Parabéns à Casa Fiat de Cultura e viva a luta dos que insistem em trazer algo realmente valioso, de gente de fato genial, em tempos onde despreparados e aloprados dominam os holofotes.

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