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Vergonha

Erro humano de cálculo, sem intenções suspeitas, não pode ter sido. Nos três projetos? Não é plausível, em 2015, com o computador na mesa... Não! Só pode ser primeiro de abril!

01/04/2015 às 10:47

Sempre que alguém fala mal de Belo Horizonte, especialmente se longe das montanhas de Minas, saio em defesa da terrinha na hora. Mas, como morador, cidadão honorário e apaixonado por Beagá, tenho direito de externar meu sentimento de que é uma roça grande, digna de risos por parte do mundo inteiro. Ou algum outro lugar do planeta conseguiu a façanha de desmoralizar a engenharia, a lógica, a matemática e princípios mais elementares que devem permear a obra pública? Como a gente faz três viadutos pequenos e simples, um cai; outro ficou sem uso por meses por medo de desabar e o terceiro está agora escorado para não descer um mundo de concreto sobre a cabeça de quem paga imposto.

Impressionante como o Estado que ficou famoso com a construção de grandes obras no exterior quatro décadas atrás assiste agora esse espetáculo do inacreditável, sem reação à altura por parte de nosso prefeito, nossos vereadores, nossa sociedade. Que vexame! Que vergonha! Pior é que, nove meses depois, não temos o inquérito policial para apontar os responsáveis pela queda do “Batalha dos Guararapes” e a nossa Câmara Municipal adota postura de subserviência tão grande a ponto de o vereador Juninho Paim ter dito ontem, a Wellington Magalhães na frente de Márcio Lacerda: “Deixe de ser assessor do prefeito e aja como presidente do poder legislativo!”.

Um passarinho me contou que dentro de dez dias o delegado Hugo vai enviar o inquérito de 1.200 páginas à Justiça e deverá indiciar 10 das 80 pessoas que ouviu ao longo dos longos 9 meses. Queira Deus que seja verdade e que a gente tenha pelo menos a esperança de que a morte de duas pessoas, as feridas – no corpo e na alma – de tantas outras e o maior vexame da Copa do Mundo no Brasil não fiquem sem resposta. Tomara que a Sociedade Mineira dos Engenheiros, o CREA, todos os que creem na engenharia se unam para responder a uma pergunta básica: erraram por que tinham de economizar na ferragem e no concreto para lubrificar alguma campanha política ou erraram por que a empreiteira queria ganhar mais? Erro humano de cálculo, sem intenções suspeitas, não pode ter sido. Nos três projetos? Não é plausível, em 2015, com o computador na mesa... Não! Só pode ser primeiro de abril!

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