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Vamos mudar a sintonia?

Na semana passada ouvi palestra destas que mudam nossa vida. O assunto era o poder da oração para os que sofrem e o responsável, jovem...

Na semana passada ouvi palestra destas que mudam nossa vida. O assunto era o poder da oração para os que sofrem e o responsável, jovem médico, desenvolvia o raciocínio de como faz bem a quem está entre nós ou em outros planos a força que vem do nosso pensamento. Concentrado, sincero e endereçado. Ele está convencido – eu também – de que fluídos viajam do coração do emissor e podem fazer muita diferença para o destinatário. Enquanto ouvia, fazia algumas comparações que quero dividir com os amigos.

Vinte anos atrás, quando perguntei a um epidemiologista por que a vacinação em massa é tão importante, ele deu resposta simples e definitiva de que, em espalhando anticorpos em grande quantidade, formamos uma nuvem de proteção impenetrável por bactérias e vírus.

Dez anos atrás, depois de uma cirurgia de catarata, fui informado pelo oftalmologista Roberto Abdala Moura de que iria colocar remédios para seis tipos diferentes de bactérias no meu olho direito, porém, como não tinha tempo para identificar qual era a que fazia estragos, eu teria de contar com a sorte... Deu certo, voltei a enxergar 26 dias depois e a cultura indicou estafilococos. Então, quis saber por que um bichinho que fica na pele da gente, sem qualquer consequência, foi tão ameaçador e ele respondeu: “Quando está fora, é só um torcedor, dentro do olho é Galoucura”. Entendi o poder da massa, de gente junta, pensando igual, energia acumulada, nem sempre para o bem. Mas, uma torcida pode sim fazer a diferença na construção de sonhos lindos. Afinal, quando, na campanha de 2013 os atleticanos começaram com o “Eu Acredito”, assistimos a uma sucessão de coisas espetaculares, sempre a favor, até que o título veio.

Cinco anos atrás, quando o urologista confirmou câncer na próstata e minha filha caiu em prantos, quis saber por quê. Ela disse que eu não merecia, era gente boa e tal. Então, ponderei que merecia sim, tanto que o desafio estava ali, mas, em compensação, se, de fato ela tinha razão, eu era (melhor, sou) merecedor de continuar na luta, por que temer, considerando que hoje 95% dos casos são curáveis? Entendi o poder da fé, da certeza de que venceremos as tormentas.

Por falar em fé, o que fez Madre Tereza, Chico Xavier, irmã Dulce, Gandhi e outros seres se destacarem, sem o poder das armas e do dinheiro? Não terá sido corrente positiva, força mental dos que conheceram de perto o trabalho deles? O papa Francisco não tem uma luz especial, proveniente de um lugar não palpável?

As palestras do jovem médico são sempre garantias de que a sintonia faz muita diferença. Assim, se você não se deixar capturar por ondas negativas, as forças do mal vão morrer de raiva e você seguir em frente...

Então, encerrando a prosa: como eu gostaria que o Brasil mudasse o wireless, que a gente sintonizasse uma rádio de música suave e ânimo forte, movida pela decência e a esperança...