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Vamos dizer a verdade aos taxistas?

A inabilidade da presidente Dilma Roussef com as palavras está entrando para nosso folclore. Anteontem, ainda que por linhas tortas, ela deixou...

04/09/2015 às 12:59

A inabilidade da presidente Dilma Roussef com as palavras está entrando para nosso folclore. Anteontem, ainda que por linhas tortas, ela deixou escapar o que todos os políticos pensam, mas, por conta de seus interesses eleitorais, ainda não disseram claramente: esse aplicativo, Uber, que tanto desassossego trouxe aos motoristas de táxi, veio para ficar. É melhor gastar as energias tratando de uma regulamentação que preserve a atividade dos profissionais da praça que alimentar esse discurso de ilegalidade e indecência. Não apenas pelo fato de que o Uber já está em 57 países e ninguém sabe como combatê-lo, mas, sobretudo, principalmente porque contra o novo não há argumento que prevaleça.

Um dia já tivemos flanelinha no cinema, lambe-lambe reinava no Parque Municipal, brasileiros ganhavam a vida enchendo isqueiro a gás; leite era na garrafinha, os leiteiros (meu pai um deles) pegavam os latões nas fazendas, o telefone fixo era um sonho, o telex a oitava maravilha... Outro dia mesmo havia Orkut (que acabou sem que eu o entendesse) e a gente não podia imaginar que a imagem da TV ficaria tão nítida. Por falar em televisão, imagine o susto de nossos pais quando apareceu um aparelho que, além de prosear, também tinha feição. E mais atrás, a geladeira, o fogão a gás, o rádio, o telegrama, o antibiótico, o carro...

Quando menino, pensei em dar aula de literatura portuguesa, mas, alguma voz me contou que professor nunca seria bem tratado; fui ser ascensorista de hotel e os elevadores logo deixaram de ter porta de açougue, não precisavam mais de mim... Por sorte, havia aprendido datilografia, fui para o banco... Três anos depois, disseram que nossa seção de bater títulos de cobrança estava acabando porque o computador faria tudo, mais rápido e seguro... Por sorte, havia aprendido a trabalhar na compensação de cheques que, anos depois, foi toda para o computador... Por sorte, virei caixa; por sorte virei procurador... Passei a odiar banco, mas, por sorte, estava cursando jornalismo, por sorte, tratei bem um cliente no banco que abriu as portas da Rádio Guarani para mim... Acabaram com a Guarani, por sorte a Itatiaia me ouvira, me chamou, por sorte, lá, na Itatiaia, há 30 anos, tenho trabalhado muito, estudado mais...

Sorte? Só se sorte for sinônimo de labuta, perseverança e empenho. O que garante o frango lá em casa é adaptar e enfrentar... É o que precisamos fazer com os taxistas, que lutaram muito para ter seu carro, sua placa, seu ganha-pão. Vamos regulamentar permitindo a convivência do novo com o tradicional... Ou alguém acha que caixa eletrônico dentro do Mercado Central não gerou polêmica?

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