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Uma rádio, duas cadelinhas, quanta emoção!

Uma rádio, duas cadelinhas, quanta emoção!

06/05/2013 às 02:13

A audiência das emissoras de rádio e televisão é medida pelos institutos de pesquisa e gera as mesmas discussões das campanhas eleitorais. “Como confiar, se nunca fui entrevistado?”, me pergunta todo dia um ouvinte ou telespectador. E eu, que também nunca fui ouvido, uso o próprio processo eleitoral para responder, com outra pergunta: se acertam boca de urna num país de 100 milhões de eleitores, como questionar? Não duvido. Mas, nunca trabalhei pensando no tal ibope. Aprendi, com os anos, que a reação dos colegas de trabalho, as luzes de chamada do telefone no estúdio e a repercussão nas ruas são o melhor indício do tamanho, da qualidade e dos anseios do público. Importo-me tanto que, três décadas depois de começar no rádio, ainda não conheço detalhes e métodos da aferição. Mas, se me pedirem uma ocorrência impressionante em termos de prestígio na mídia eletrônica, respondo de pronto: Itatiaia. Não é apenas uma rádio. Nem um “case” – o que já seria baita elogio. É, caro eleitor, de fato ímpar a relação da emissora com a cidade e seus habitantes. Já vi de tudo, até filho colocar rádio ligado (e com pilha nova) no caixão do pai, como última homenagem. Nos últimos dias, mais dois exemplos. O primeiro: um secretário municipal deixava a residência com a família no Bairro Belvedere e a cachorrinha sumiu. Anunciamos na rádio. Um cidadão ligou para ele dizendo que um vizinho, na Vila da Cemig, desfilava com uma cadelinha que tinha as mesmas características. Foi até lá e voltou com o animal, para delírio da filha, que ficou com febre no dia do sumiço e não conseguiu dormir na noite do reencontro. Semana passada, uma assessora de comunicação da UFMG pediu ajuda por que a sobrinha, do Bairro Planalto, sofria demais. Anunciamos. Acredite: pressionada por familiares, que ouviram o drama da menininha no rádio, a mulher que estava com a cachorrinha não teve alternativa senão procurar a criança e devolver. E será premiada: a família vai providenciar uma cachorrinha igualzinha para a tal mulher... Igualzinha, mas não aquela! São apenas mais dois casos, em meio a tantos – irmão encontra irmã que não via há 42 anos, pai encontra filho que não via há 26 anos, testemunhas que ligam e passam informações preciosas para a polícia, etc. É como encontrar agulha no palheiro, numa região metropolitana que já abriga 5,5 milhões de habitantes. A Itatiaia acha, com frequência.

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