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Uma chance para a Educação

A cada segundo de vida que Deus me dá, mais e mais acredito que a nossa saída está na educação. E vejo que os desafios são enormes, tanto na diversidade quanto no tamanho de cada um dos problemas.

25/09/2013 às 09:32

A cada segundo de vida que Deus me dá, mais e mais acredito que a nossa saída está na educação. E vejo que os desafios são enormes, tanto na diversidade quanto no tamanho de cada um dos problemas. Quase tudo me encaminha para a desesperança, mas, como me esforço para não ser aquele poste que se orgulha de não mudar, vejo uma luz no fim da sala de aula. O governador colocou assessores qualificados para conversar com as lideranças dos trabalhadores – aí incluindo o Sind-Ute – e, vejam bem, embora não tenha procuração para falar em nome dos professores, creio que não vão deflagrar uma greve geral amanhã. 

Claro que cinco por cento é pouco. É certo que as contas feitas pelo governo indicando que em muitos casos o reajuste pode beirar 20 por cento têm de ser vistas de vários ângulos. Os professores continuam acampados diante do Palácio das Mangabeiras cobrando 8 bilhões de reais que, de acordo com as contas feitas por assessores econômicos, não foram para a Educação, desde 2003, como determina a lei. Eles queixam-se de maus tratos, baixo salário, ameaças constantes, desrespeito permanente, ausência dos pais no dia-a-dia da escola e muito mais. Mas, neste momento, sob a orientação de uma mulher sensata, devem optar por outras formas de mobilização.

Eu espero – acredito mesmo – que o governador vá aproveitar a trégua para empenhar-se em novas estratégias que garantam a manutenção do contato, não interromper as reuniões. O professor Anastasia sabe que cinco profissionais estão deixando o emprego todo dia, que entre janeiro e agosto último o número de dos que se demitiram é maior do que o de todo o ano passado e o cenário só piora, com meninos mais violentos, frutos de famílias destroçadas. Do outro lado, os trabalhadores do ensino sabem que são mais de 400 mil e qualquer reajuste, por menor que seja, tem repercussão avassaladora no orçamento. Então, só há uma saída: continuar conversando, respeitando, dialogando para, pelo menos, manter as escolas abertas até que venham novos tempos... Quem sabe com o dinheiro do pré-sal? De certo, só duas coisas: os governos de todos os Estados já avisaram que não aguentam dar o reajuste de 14 por cento no ano que vem e quem olhar em volta com atenção percebe que a profissão de professor está em extinção.

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