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Assassinos à solta

Ambos foram autuados e presos, mas, por ordem de uma juíza de plantão.

16/01/2013 às 08:18
Assassinos à solta

 Este é um texto que precisa girar em torno de responsabilidade. Dois rapazes responsáveis por algumas das maiores tristezas dos mineiros no final do ano passado estão em liberdade. Um matou, com o carro descontrolado, uma menina de 3 anos e ainda feriu a mãe. O outro bebeu, pegou moto que não lhe pertencia e matou um menino. Ambos foram autuados e presos, mas, por ordem de uma juíza de plantão, estão de novo nas ruas desde a última segunda-feira (07), para desespero dos pais.

O caso mais sofrido é o da garotinha Ana Vitória dos Santos, de 3 anos. Ela saía de casa, no Serrano, às vésperas do Natal, com a mãe, quando apareceu o Golf dirigido por Lucas Alexandre Dias Pelli, de 18 anos, absolutamente desgovernado que matou a pequena e feriu a mãe dela. Exames apontaram que o corpo de Lucas tinha mais de seis vezes o máximo permitido de álcool no sangue. Imediatamente após a tragédia, ele teria dito simplesmente: “Foi mal, hein?”.

Dois dias depois, em pleno Natal, Paulo Henrique Tomaz da Silva, de 24 anos, bebeu muita cerveja e, mesmo inabilitado, pegou a motocicleta de um conhecido, na porta de um bar, sem autorização do dono e saiu em desabalada carreira. Até matar Felipe Júnior Alves Rodrigues, de 7 anos. Ambos foram autuados por dolo eventual, quando o acusado não quer cometer o crime, mas assume o risco de matar. Agora, a juíza substituta Raquel Bhering Nogueira assinou alvará de soltura considerando que são réus primários, têm bons antecedentes, aguardaram socorro e prestaram suas versões para os policiais no momento do acidente.

Estamos diante de mais uma dessas decisões que a gente não pode contestar, até porque foram tomadas com base na lei, por quem tem autoridade para tal, mas, como pai, pagador de impostos e, talvez, porta-voz dos anseios populares, preciso dizer: será que não há um artigo, um parágrafo, um capítulo, uma palavra, uma letra na lei que considere o sofrimento dos pais, a indignação dos vizinhos e a perplexidade de uma sociedade que se sente insegura? Não que a gente deva trata-los como monstros, torturar, matar, mas, deixa-los à solta, ainda que com restrições, não é estímulo para outros irresponsáveis?


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