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Um dia, o minério acaba!

Um dia, o minério acaba!

06/05/2013 às 02:13

A reportagem de Amália Goulart, anteontem, aqui no HOJE EM DIA, é um daqueles socos na boca do estômago que a gente leva e fica sem ação, só conseguindo assimilar algum tempo depois. Quando ela diz que, só nos primeiros meses desse ano, a dívida de algumas mineradoras para com o Estado, a União e principalmente os municípios já supera 30 milhões de reais, a gente começa a se perguntar como ficarão estas cidades daqui a algumas décadas, quando a exploração do minério terminar.

A situação fica muito mais grave quando se sabe que temos apenas 30 fiscais e não mais que quatro funcionários para contabilizar dados referentes a mais de 40 mil empreendimentos. Eles trabalham para o Departamento Nacional de Produção Mineral e estão encarregados da cobrança da CEFEM – Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, imposto que é calculado depois de deduzidos ICMS, PIS, COFINS e despesas com transporte e seguro. Por um milhão de vezes já ouvi dizer que cobramos três vezes menos que países como Austrália. Ainda assim, não estamos recebendo.

O trágico é a resposta do superintendente estadual do DNPM, Celso Luiz Garcia, à pergunta de Amália sobre o orçamento: “Preparamos o orçamento em função da nossa capacidade de fiscalização. Isso vira uma parte do orçamento geral que o diretor geral prepara para mandar para o Ministério do Planejamento. Não posso nem falar do orçamento deste ano porque não fui eu quem o preparou”. A repórter diz que os dados são públicos e ele deixa escapar o pior dos males brasileiros: “...Infelizmente, houve uma transição na diretoria, mudança política, prejudicou...” Que tristeza a nossa!

Quantos recursos naturais e quanta politicagem não apenas nas nomeações, mas nas ações. Sabemos que na histórica Congonhas os vereadores assumem que querem (de novo) ajuda da principal companhia para suas campanhas. Por dez, vinte mil reais aprovam qualquer coisa, embora digam que uma coisa não tem nada a ver com outra. O minério existe, o mundo precisa dele... A sua retirada devia ser controlada, o meio ambiente levado em conta para valer, impostos à altura para fazer face ao estrago nas cidades, não apenas em termos de buraco e poeira, mas, sobretudo, com a chegada de gente de fora, mudança de cultura, alteração do dia-a-dia. Mas, com os políticos que temos, Deus proteja esses municípios quando o minério acabar.

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