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Todo grande incêndio não começa pequeno?

Todo grande incêndio não começa pequeno?

06/05/2013 às 02:13

Foi exatamente essa a pergunta que a jornalista Patrícia Dutra me fez e resume muito do que tenho pensado nos últimos dias, ao ouvir as notícias de sempre sobre os incêndios, especialmente os registrados nos limites de Belo Horizonte com Nova Lima.

O Corpo de Bombeiros repete a cantilena de divulgar números diariamente, “propagar” esforços e acusar incendiários de espalharem as chamas a partir de um inocente toco de cigarro. Antes que qualquer cobrança mais contundente chegue, o Instituto Estadual de Florestas avisa que tem os parques para cuidar e a situação na capital é de responsabilidade da Prefeitura onde, quem deveria responder por tudo, a Secretaria de Meio Ambiente, sequer se posiciona. Que situação!

Algumas perguntas: será que os equipamentos, pagos pela Cemig, para o primeiro combate continuam funcionando em parte do paredão da Serra, perto do Parque das Mangabeiras? É algo tão barato, então, por que uma dessas mineradoras que devem tanto ao meio ambiente não paga uma rede de canos furados para socorro nas ocasiões? Será que alguém já pediu? Já pensou? Por que o prefeito de Belo Horizonte, o prefeito de Nova Lima e o secretário de Estado de Meio Ambiente não se reúnem e decidem acabar com essa repetição horrorosa de focos que matam os bichos, ferem a natureza, comprometem o ar e ameaçam a água?

Será que é tão difícil contratar algumas dezenas de homens e colocá-los em cima de guaritas para, com binóculos, vigiarem as áreas mais vulneráveis 24 horas por dia? Isso é impossível só por três meses ao ano? Se o governo do Estado anuncia investimentos de 4,5 milhões de reais na prevenção de incêndios nesse ano, não sobram alguns milhares para nosso manancial do rio das Velhas? Será que esses factóides de apagar incêndio com helicópteros são eficientes ou acabam espalhando mais as chamas, devido à hélice dos aparelhos? Será que nenhum especialista, palpiteiro de plantão ou assessor desses que gostam de puxar-saco das autoridades não podem pensar meia hora em alguma solução, não para prevenção ou combate, mas, para, em caráter definitivo, impedir essas chamas nas montanhas de Minas – pelo menos no que sobrou da Serra do Curral? Afinal, por que somos tão incompetentes que não combatemos o incêndio grande quando ele é pequeno?

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