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'Todo ato tem que ter consequência'

Quem sabe lá, na Terra do Nunca, poderia entender melhor as coisas que se passam por minha cabeça, numa mistura de fatos e ficção, especulações e declarações, fingimentos e sofrimentos.

25/07/2014 às 10:14

A frase do psicanalista Jacques Lacan me faz abstrair das últimas notícias para visitar a “Neverland”, rancho da Califórnia onde viveu boa parte de sua vida o rei do pop Michael Jackson que o vendeu para uma empresa dele mesmo. É onde gostaria ir, pelo menos para um fim de semana. Quem sabe lá, na Terra do Nunca, poderia entender melhor as coisas que se passam por minha cabeça, numa mistura de fatos e ficção, especulações e declarações, fingimentos e sofrimentos.

Quem sabe se lá eu conseguiria entender como alguns malucos que se dizem separatistas atiram num avião a dezenas de milhares de metros de altura e matam três centenas de inocentes, que sequer conheciam, só para avisar que estão na área. Já que na Terra Santa a guerra nunca termina – e ninguém consegue me explicar tanto ódio – quem sabe na Terra do Nunca a gente encontre religiosos conhecedores do sexto mandamento? Ah, pode ser que lá eu entenda melhor a história de uma construtora que fez um viaduto, o viaduto caiu, e a empresa diz que a culpa é de outra, que fez o projeto, e que a obrigação de fiscalizar para ver se tinha ferragem suficiente e não apenas um décimo era da outra, a contratante, que até agora nada diz e manda o coronel dar explicações para as pessoas? É Terror...  Lá, tem-se certeza de que quando a famosa pega a obra não terceiriza serviços e explicações. Lá, talvez, os 14 milhões do asfalto do aeroporto fossem transferidos para a duplicação da rodovia de Neves (a cidade), até porque, é onde moram centenas de milhares de trabalhadores que precisam chegar enquanto o aeroporto passa a maior parte do tempo no cadeado que, por sinal, está nas mãos do senhor.

E, a propósito de aeroporto, se todo dia cancelam voos para Juiz de Fora, Uberlândia e outras cidades de médio porte, que história é esta de asfaltar Cláudio... Bem, assim como o tal projeto, do tal viaduto que caiu, pode ter sido feito por algum magnata que já presidiu sindicato das consultoras, quem sabe o asfalto do campo de pouso não foi feito pelo líder das construtoras? E, quem sabe, não seja ele também um amigo doador para campanhas e mais campanhas e choques de gestão? Falar nisso, eu vi um filme no qual o avô bancou a abertura da pista e o neto asfaltou... Laços de família! Mas, tudo isto é só desvario, Lacan na minha cabeça... Aliás, é também dele a frase: “Você pode saber o que disse; mas nunca o que o outro escutou”... A propósito, lembrei agora de que tem gente que vive num mundo diferente, onde ganha a obra, contribui prá campanha, vai jogar pôquer no Panamá e, se o viaduto cair, bem, “acidentes acontecem”. Pessoas morrem. E a conta? A deputada carioca sumiu com os ativistas procurados pela polícia, o prefeito de Muzambinho proibiu criação de galinha no perímetro urbano... Ah, e tem também o Dunga. Virgem Maria!

Bem, abraço a todos e, no fim de semana, em “Neverland” ou não, vou tomar umas, pois, como diz Sebastião Nery, que lançou livro essa semana em BH, “a embriaguez é a lucidez da consciência trôpega”. Fui!
 

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