Eduardo Costa

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Política

Toda arrogância será castigada

28/03/2022 às 08:00

Sem convivência com os bastidores da política, mas, colhendo uma informação aqui e outra ali, observando os passos dos principais atores ouso dizer que eleições ganhas são perdidas por pura falta de humildade.

Vejamos o caso de Minas Gerais neste ano. Fosse o pleito objeto das ciências exatas e poucos duvidariam da reeleição do governador Zema, por conta de uma gestão sem escândalos, corrigindo os inúmeros equívocos de um passado desconstruído por tucanos e – principalmente – petistas.

Ocorre que uma sucessão eleitoral está dentro do contexto das ciências políticas, que tratam de relações humanas, sujeitas a um sem número de intercorrências e, claro, ao movimento dos homens, instável e imprevisível.

O governador Zema é um bom homem. O conheço de perto e posso dizer isso. Mas, está cercado de gente arrogante que pode comprometer seus planos. No caso das companhias, não conheço a maioria; aliás, não consigo me lembrar agora o nome do marqueteiro, o mesmo que estaria dizendo por aí que foi ele o responsável pela vitória do araxense quatro anos atrás. Gente, eu entrevistei Zema uma semana antes do primeiro turno e ele já fazia planos para viajar o interior, depois do voto... Por uma dessas guinadas que a vida dá, eleitores cheios da mesma turma, foi eleito. Agora, vem o gênio dizendo que ganhou.

Esta semana é decisiva porque, de acordo com as movimentações de partidos e interessados, teremos o tabuleiro mais ou menos definido para outubro. O governador deveria escolher para seu vice alguém com grande força na região metropolitana, sem rejeição e, de preferência sem vínculos com a velha política... Para, pelo menos, parecer “Novo”.

Não vejo indícios de que isso vá acontecer.

Essa gente deve lembrar-se que do outro lado tem alguém com força na Grande-BH, embora – por arrogância – Kalil nunca tenha tratado os prefeitos como parceiros. Mas, ele é forte. E, em eventual segundo turno contra o governador, tudo faz crer que estará no mesmo palanque que Lula, o que o torna competitivo no interior, especialmente o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Na verdade, a arrogância já ajudou Zema porque, dez dias atrás, o petista Reginaldo Lopes falou na Itatiaia que Kalil só teria palanque com Lula se ele fosse o vice ou o candidato ao Senado. Foi o bastante para o prefeito emplacar de vez Agostinho Patrus e Alexandre Silveira, respectivamente, nas duas vagas.

Nem os esforços de Walfrido Mares Guia, correndo com Kalil até Lula, ajudaram. Mas, ficou combinado que, no segundo turno, vão somar forças.

Então, turma do Zema, baixe a bola, converse com servidores, deputados, jornalistas, retornem ligações, recolham-se à sua limitada importância para depois não chorar. Ah, prestem atenção nesse nome: Walfrido. É mais rico, inteligente e estrategista que todos vocês, juntos. E está do outro lado.

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