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Toda arrogância será castigada!

Minas filhas sofrem com a repetição: “A vida é resultado de escolhas”. A mais velha ouve desde a infância o lembrete da Nair, amiga de velha data...

11/12/2015 às 11:43

Minas filhas sofrem com a repetição: “A vida é resultado de escolhas”. A mais velha ouve desde a infância o lembrete da Nair, amiga de velha data, que todo mundo tem o que merece; afinal, pé de jabuticaba não dá banana e quem planta mandioca não espera colher batata.

A Samarco vai pagar um preço justo – e alto – por não ter cuidados básicos ao longo de seus 40 anos. Na verdade, sabemos que governadores, prefeitos, deputados, jornalistas especializados e quase todos os ambientalistas sempre estiveram de joelhos diante do poderio da mineração. Assim, ao longo de décadas, acidentes e mais acidentes foram acontecendo, matando, destruindo, e sempre fomos ajeitando, de forma que a atividade – essencial à nossa economia e importante para o mundo – não tivesse controle, decência e imposto justo.

Um dia, o caldo entornou com a mais festejada das empresas. Em todos os encontros, seminários, cursos de pós-graduação e papos informais, a Samarco sempre foi referência de cuidado com seus trabalhadores, sem manchas na relação com o meio ambiente e queridíssima por Mariana – a cidade que bate todos os recordes de prefeitos “removidos” neste milênio.

Quando a lama começou a descer sobre Bento Rodrigues, mostrou ao mundo um acidente sem precedentes e uma verdade dolorida: a nossa empresa modelo não tinha cuidados elementares com seu negócio muito lucrativo. Você pode até perguntar pelas outras, as menores, e lhe direi que é melhor esquecer, neste momento, para não sofrer.

O jornal Folha de São Paulo publicou ontem uma relação de perguntas que está tentando fazer à Samarco desde o acidente. Duas delas coincidem com as preocupações que tenho manifestado aqui desde 5 de novembro: por que Bento Rodrigues estava tão perto e por que a lama foi tão longe...

Francamente, com a experiência de quem já construiu algumas casas, cuidou da base, reforçou o alicerce, caprichou na ferragem, eu fico tentando respeitar os técnicos que cuidavam da barragem, mas, é difícil. Não faço a menor ideia do peso de 40 bilhões de litros de rejeitos; no entanto, pela lógica matemática, sei que é uma infinidade de sujeira... Então, como deixar aquelas pessoas morando logo ali, embaixo, no caminho? Todo dia me pergunto se o rompimento da barragem tivesse acontecido de madrugada qual seria o tamanho do estrago.

Outra coisa é o fato de que a lama saiu de Bento Rodrigues e foi parar no mar... Prefeitura, Governo do Estado, Feam, Ibama, Governo Federal , DNPM e outras siglas que só funcionam no papel não me surpreenderam, mas, como uma empresa que lucra bilhões não tinha um plano para conter a lama? E como não responde, agora, que vidas e sonhos estão debaixo do barro?

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