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Toda arrogância será castigada!

As eleições para o governo do Estado deram-nos outra mostra inequívoca de que a gente precisa ouvir os outros

06/10/2014 às 10:43

Tenho insistido, no cumprimento diário do meu dever de informar, que duas palavrinhas atrasam nosso tempo, pioram nossas vidas e impedem um avanço da civilização: imobilismo e arrogância. Estão presentes na rotina de todos, desde a indiferença diante de um corpo mutilado sobre o asfalto até a impaciência que demonstramos ao dirigir, ao entrar no ônibus ou ao simplesmente ao conversar com familiares. Entre os políticos, é pior, pois, quando se tornam nossos governantes fazem do imobilismo a chave para não desagradar ninguém; afinal, ano sim ano não tem eleição. E revelam arrogância para se distanciar dos governados.

É sobre arrogância que quero falar. Ela manda o boleto de cobrança. Vamos nos ater a dois exemplos recentes. O primeiro foi em 3 de julho, quando o viaduto caiu. A obra fora decidida em gabinete, sem que qualquer cidadão fosse ouvido, ainda que a estrutura planejada levasse o concreto até sua janela; ninguém sequer conseguia chegar perto dos chamados de responsáveis técnicos; na hora de executar, nada de conferir o projeto, dispensaram o acompanhamento remunerado, não quiseram saber se a quantidade de aço era compatível com o peso; na hora de retirar o escoramento, nada de vistoria... A casa caiu! O Terror ficou humilde.

Agora, as eleições para o governo do Estado deram-nos outra mostra inequívoca de que a gente precisa ouvir os outros, importar-se com o que pensam os representados e, sobretudo, não fazer pouco da inteligência alheia. Independentemente de sua liderança política, Aécio Neves devia ter ouvido pelo menos alguns mineiros antes de escolher seu candidato. Não a turminha de sempre que acompanha qualquer político importante e se divide entre os que amam demais – para não dizer bajuladores – e os que têm medo de falar a verdade. Para não contrariar. Na verdade, Aécio devia ter aprendido quando, em companhia de Pimentel, inventou a candidatura de Marcio Lacerda e só não perdeu porque a opção era inaceitável. Alheio ao nosso Estado, longe, deslocado, Pimenta, nos debates, nas carreatas e nas entrevistas, parecia aquele moço que, penetra por natureza, entrou numa festa e perguntou pelo aniversariante... Alguém avisou que era um casamento.

Agora, alguém precisa dizer para o prefeito parar de insistir no aumento de alíquotas de ISSQN, ITBI e outros impostos... Será que não veem que ninguém aguenta pagar mais imposto? E, quanto ao governador eleito, como vou me encontrar com ele hoje, direi que ninguém aguenta mais peso... Vamos usar a criatividade, cortar na carne, diminuir a pompa e combater a sonegação. Sem esquecer que daqui a dois anos tem mais eleição, afinal, se eles só pensam nisso, estamos ficando especialistas também. Quanto a Aécio, a gente sabe que ele ama o Rio, mas convém ser mais presente em Minas.

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