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'The fire is coming'

Dia desses perguntei ao professor de inglês, Leo Dutra, se não concordava que estamos vivendo um tempo esquisito, com muita conversa e pouca prática, muita promessa e nenhum compromisso....

30/09/2013 às 11:18

Dia desses perguntei ao professor de inglês, Leo Dutra, se não concordava que estamos vivendo um tempo esquisito, com muita conversa e pouca prática, muita promessa e nenhum compromisso, gerando ambiente de desconfiança recíproca, violência sem limites, a bandidagem reinando, o desrespeito vencendo a vergonha, e ele respondeu com outra pergunta: por que, quando há um incêndio, o cego percebe? Respondi: ele não enxerga, mas percebe, sente que o calor está aumentando, o fogo está vindo. É isso, disse o Leo. E eu concordo. Afinal, a desigualdade social só aumenta. Li texto de Paulo Nogueira anunciando que na Viacom, multinacional americana, o principal executivo ganhou quase 2 mil vezes mais que a média dos empregados em 2010, embolsando acima de 80 milhões de dólares. No mesmo país, a renda do um por cento mais rico cresceu 275 por cento entre 1979 e 2007 enquanto os 20 por cento de baixo da tabela viram sua renda crescer apenas 18 por cento. Na Inglaterra, em tempos de crise, os salários dos que mandam cresceram 40 por cento no ano passado.

 E entre nós, no Brasil? Só vou ficar em dois exemplos: de uma só tacada, artistas da música invadiram o Congresso e conseguiram aprovar desoneração fiscal não apenas na área federal, mas, também, do ICMS que é estadual e do ISS que é municipal, para produzir CDS e outras mídias. E, paralelamente, dirigentes de clubes de futebol estão pressionando Brasília, com a torcida de jornalistas ditos críticos das desigualdades para conseguir novo refinanciamento de dívidas. Ou seja, pagam salários de 100 mil a qualquer cabeça de bagre; 300, 400 mil para alguns mais talentosos, mas não querem pagar impostos. Colocam os jogos as 10 da noite, cobram 200, 300 reais o ingresso, mas, quando apertados para pagar impostos, alegam que têm uma missão social.

   E eu, que adoro música, fico me perguntando por que esses artistas que nunca cantam de graça na favela têm de ter benefícios fiscais sob a hedionda justificativa de que é para evitar a pirataria. E eu, que gosto do Galo, também do presidente Kalil, fico arrepiado de ver um movimento para que o dinheiro do Bernard venha intacto, embora meu time deva muito. Ah, se o admirável público pagador de impostos diretos e indiretos soubesse quanto ganham alguns que estão comendo e dormindo na Cidade do meu Galo...


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