Eduardo Costa

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Tempos medonhos

Nos últimos dias, vi algumas cenas que aumentaram a angústia por perceber como as pessoas estão violentas e impacientes.

19/07/2013 às 09:44

 Nos últimos dias, vi algumas cenas que aumentaram a angústia por perceber como as pessoas estão violentas e impacientes. Sem dúvidas, a mais forte foi a agressão de um homem com mais de 50 anos e que se dirigia a um tratamento da coluna quando esbarrou sua camionete em uma moto. O motoqueiro tirou o capacete, atravessou a rua, pegou um pedaço de pau e só não matou o desafeto porque outros cidadãos o dominaram. Aquele ser humano batendo com a madeira na cabeça do outro ser humano, já sem ação, me fez lembrar a barbárie cometida por bandidos travestidos de “galoucura”, numa noite de sábado, na Avenida Nossa Senhora do Carmo.

 Também foi muito triste saber que, no Sul de Minas, dois jovens tramaram a morte dos avós para terem mais dinheiro e drogas. Do Paraná vieram os desdobramentos das investigações sobre o assassinato de uma menina. E, se foi de doer saber que a estupraram antes de matar, não menos chocante são os indícios de que a polícia pegou os jovens errados, os torturou e exigiu que confessassem. Não bastasse, entre a prisão dos suspeitos e a denúncia de irregularidade policial, pacatos vizinhos da menina se arvoraram em justiceiros e incendiaram um parque de diversões no qual os rapazes trabalhavam.

Quanta estupidez! Nem a visita do Papa – um exemplo de sacerdote – melhora o quadro. O Rio está ardendo em vandalismo enquanto Francisco não chega e o que mais me preocupa é o que disse um ministro ruim de serviço e bom de frases feitas: “Quem vai proteger o Papa é o povo”. Não é por nada não, mas, considerando a simpatia do sumo pontífice e esse seu hábito de dispensar protocolos, se aproximar das pessoas, ouso discordar do ministro e pedir a Deus que esteja o tempo todo com ele porque a nossa selvageria não tem hora nem lugar para mostrar suas garras.

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