Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

Tá difícil ser feliz

Não sei quanto a você, mas, de uns tempos para cá tenho redobrado meus esforços para tolerar as tentações e insistir na direção da felicidade, da superação dos eventuais dissabores.

15/12/2014 às 09:27

Não sei quanto a você, mas, de uns tempos para cá tenho redobrado meus esforços para tolerar as tentações e insistir na direção da felicidade, da superação dos eventuais dissabores e ver tudo com determinação, aquele otimismo indispensável ao seguir em frente com largo sorriso nos lábios. No e-mail a agressão está virando rotina: há quem continue chamando quem votou diferente de sua escolha de idiota e analfabeto; outro prega campanha nacional de não pagamento de impostos e tem até quem defenda a volta dos militares. Outro me põe reparos depois de um comentário, que considerou muito amigável ao prefeito da capital e pergunta se sou “compadre” do Lacerda. Como as pessoas gostam de olhar para as outras considerando suas práticas...

Vejamos o futebol, nossa paixão maior. Os excessos e a intolerância são tamanhos que nos impedem de festejar o melhor momento de Minas. Os dois grandes clubes da capital estão no topo, mas, aqueles que são alvo das mais caras manifestações de apoio reagem com postura que separa bem a paixão do profissionalismo e o amor do interesse pessoal. 

Caso do Atlético: exatamente o jogador que menos atuou neste ano, por contusões, e que esteve envolvido em casos de excessos noturnos – o Revér – é quem anda falando em “problemas internos”; outro herói, Tardeli, diz que é hora de pensar nele, que se dedicou muito... De fato! Veio de um lugar onde ninguém sabia que ele existia, com salário de 400 mil, virou titular da seleção e diz que, até aqui, foi um sacerdote em missão. 

E no Cruzeiro? Quando todo mundo está de olho nos craques, um diretor de futebol rouba a cena, se tornando mais importante que as verdadeiras estrelas. E o Mineirão? Gastaram uma fortuna para transformar nosso estádio querido em um monte de concreto, acabaram com os estacionamentos – onde também havia reunião pré e pós-jogo, com direito a encontros e outras prosas – empurraram os que chegam mais cedo para churrascos improvisados e perigosos – sem controle sanitário – com incomodo de toda ordem, num clima de vale tudo. Lá dentro, aquela festa das arquibancadas acabou, a alegria da geral não existe mais e, com sorvete a 8 reais e ingresso a mil, as cadeiras ficam vazias, mesmo no duelo mais importante entre os rivais. E o transporte coletivo? Geraldo Pedro ficou uma hora – ele e mais 300 pessoas – na fila, esperando o Move... Desistiu, caminhou até a Antônio Carlos e tomou ônibus convencional.

Mas, não é só no Mineirão. O Hamilton Gualberto foi ao Expominas e levou hora e meia para conseguir acessar o estacionamento. E o outro reclama que arrombaram o carro, há quem se queixe dos foguetes, da buzina incessante... Não sei quanto a você, mas, aonde vou, só ouço gente reclamando... Que labuta!

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Números se tornam expressivos por causa da grande transmissibilidade da variante ômicron, que é mais contagiosa #Itatiaia https://www.itatiaia.com.br/noticia/fiocruz-aponta-...

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    A cantora disse que a produção escolheu os participantes 'mais leves', já que o BBB21 foi alvo de críticas pelo 'clima pesado' #Itatiaia https://www.itatiaia.com.br/noticia/...

    Acessar Link