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Tá certo, mas... Esquisito!

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06/05/2013 às 02:13

Com as bênçãos de papai do céu, estamos inaugurando um novo canal de interação, através do qual discutiremos assuntos pertinentes à cidade, na expectativa de contribuir para melhorar a qualidade de vida das futuras gerações.

O primeiro exemplo é a preocupação do funcionário público Márcio Amaro que, dois domingos atrás, foi passear com a filha no Jardim Zoológico. De repente, deparou com um acidente (na verdade, a criança desgarrou-se do pai e correu até bater em um carro). O servidor, com a ajuda de um bombeiro, começou a prestar os primeiros socorros.

Com a chegada de um guarda, perguntou se havia uma maca, um protetor de pescoço, pedaço de gaze, esparadrapo... Nada! Por nota, a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte informa que “o número de ocorrências não justifica a criação de um ponto de saúde em suas dependências” e que, quando há necessidade, pode-se acionar o SAMU (como aconteceu naquele dia) e socorrer a vítima para uma Unidade de Pronto Atendimento da PBH distante quatro quilômetros do Zoológico.

A pergunta é: será que se o Zoológico fosse particular e recebesse aquele número de crianças todo domingo (provavelmente três mil) não haveria um vereador ou prefeito criando leis para obrigar a colocar sala de pronto atendimento, desfibrilador, enfermeiros e uma serie de outros recursos humanos e materiais? Imagine aquela criançada se esbaldando num espaço onde há muito asfalto, meio-fios, carros e os animais.

Falamos de crianças que, em segundos, tomam atitudes inesperadas. O sentimento é esse: governo adora impor normas e obrigações aos outros. Mas, quando se trata de fazer sua parte...  O contribuinte paga para frequentar um espaço público e corre todos os riscos, extensivos ao que há de mais caro que são os filhos.

É assim também em toda a relação do município com o municípe – como no caso do “Faixa Azul” em que o proprietário paga para estacionar o veículo em via pública e não tem garantia alguma.  Se a gente for conversar com um daqueles advogados que trabalham na Prefeitura e ele terá mil argumentos para justificar a nota da Fundação Zoo-Botânica. Aliás, esses procuradores, embora tenham salário (e bom) também ganham uma comissão quando conseguem recuperar débitos da PBH. É duro, gente!

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