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Supremo espanto!

Supremo espanto!

Para preservamos conquistas dos últimos anos e avançarmos rumo a um país mais democrático, justo e próspero, é indispensável respeitar as instituições, entre as quais o Judiciário deve sempre ser saudado como base da nossa convivência civilizada. No âmbito do Judiciário, a corte mais alta – e que, por isso mesmo, deve ser ainda mais respeitada – é o Supremo Tribunal Federal. Mas, como é feito de homens, o nosso STF de vez em quando faz cada uma... Nos últimos dias, dois assuntos foram tratados no STF. O primeiro foi provocado pelo ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que questionou a lei da “Ficha Limpa”, fruto de um projeto de iniciativa popular que levou ao Congresso Nacional perto de 2 milhões de assinaturas de brasileiros. Ele queria garantir-se na candidatura, ainda que com passado questionável. Os ministros se reuniram, discutiram horas a fio e chegaram à conclusão de que estavam divididos. Não decidiram. Roriz desistiu da candidatura. Arquivaram o processo. E tudo continuou como antes – confuso. Agora, os ministros são chamados a discutir, em cima da hora, se os eleitores devem apresentar um ou dois documentos no domingo. Quando a votação mostrava 7 a 0 a favor de um só documento – o título de eleitor – o ministro Gilmar Mendes pediu vistas. Parou tudo. E continuou a dúvida que, para muitos, é boa para os tucanos. Pior, a “Folha de São Paulo” garante que o candidato tucano José Serra ligou para Mendes antes de o ministro parar uma votação que já estava decidida. Só para confundir. Faltam-me elementos e autoridade para por em dúvidas a postura do ministro Mendes, mas, que tá tudo muito esquisito, ah, isso tá...