Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

Sofrimento mental e ausência do Estado

Sofrimento mental e ausência do Estado

06/05/2013 às 02:13

Um assunto que vem sendo tratado com cuidado pelo Ministério Público há algum tempo parece estar transbordando para uma cobrança na Justiça. O promotor Joaquim Miranda mostra-se insatisfeito com a lentidão com que o Estado está tratando a necessidade de criação de vagas para as pessoas que praticaram crimes, mas são portadoras de sofrimento mental: se ficam em xadrezes comuns, representam risco para elas e os outros; se não segregadas, são um risco para toda a sociedade. Há, dentro do Estado, uma eterna discussão entre os que querem uma solução, na Secretaria de Defesa Social, com os militantes da luta anti-maniconial, agrupados dentro da Secretaria de Saúde, e não admitem a internação. O quadro é muito grave: são 642 pessoas com medida de segurança decretada, ou seja, devem ser segregadas, das quais 397 estão nas ruas e outras 245 se acham hoje detidas em cadeias públicas e presídios – sujeitas a morrer, porque causam muito estresse nos outros presos, com gritos e palavras desconexas, ou a matar, segundo o promotor Joaquim Miranda. Hoje, as 200 vagas (180 delas no Manicômio Jorge Vaz) estão ocupadas e, acreditem, entre seus usuários, existem 70 homens que já ganharam o direito à liberdade, mas não têm para onde ir. Há um caso concreto em que o próprio secretário de Administração Penitenciária, Genilson Zeferino, avisou à família que iria levar um paciente e, quando isso aconteceu, no dia seguinte, simplesmente não havia mais ninguém na moradia, na cidade de Barroso. Para que não sobrem dúvidas sobre o perigo que alguns desses internos representam o promotor diz que um deles, lá em Barbacena, cortou os próprios testículos e comeu um deles.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Pagamento será depositado diretamente na conta bancária informada na declaração. #Itatiaia

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Primeira-ministra destacou que "fase vermelha não é lockdown"

    Acessar Link