Eduardo Costa

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Sinais de evolução

Sinais de evolução

06/05/2013 às 02:13

Se você me honra com a leitura assídua das reflexões que faço neste minifúndio, já percebeu que, embora esteja sempre denunciando, cobrando e transmitindo inquietação, não faço parte do time dos pessimistas. Estou absolutamente convencido – e tenho repetido – de que estamos avançando, embora o tempo da história seja muito lento para nossa ansiedade. Nessa semana, tivemos dois exemplos claros de evolução: a mega blitz da “Lei Seca” e o fim do vestibular na Universidade Federal de Minas. Atenção: não sou especialista em Educação e muito menos a última palavra sobre o que é melhor para a cidade. Mas, raciocine comigo sobre esses dois assuntos. Primeiro, a “Lei Seca”. Na última segunda-feira, havia intensa repercussão sobre a grande operação realizada por forças de defesa social e a autuação de mais de 50 motoristas, sete deles presos. Quando se trata de gente da classe mais abastada, há protestos, questionamentos e até tentativas de se atribuir às autoridades o autoritarismo, o excesso, o abuso de poder que, no Estado de Direito, devemos repudiar. No fundo, no fundo, quem tem carro importado, quem se acha poderoso, tem relacionamento com famosos, se considera intocável, reclama. O que interessa é: você ficou sabendo que os donos de bares já reclamam da diminuição da venda de bebidas alcoólicas? E que o “Mercado Mineiro” pesquisou e descobriu que o preço da cerveja caiu nas casas noturnas? Mas, o que realmente importa é: você reparou que não houve sequer um desses acidentes graves, no último fim de semana? Que seja assim neste próximo também... Falemos do Vestibular. O que é mais honesto, decente, humano e, de fato, capaz de aferir competências: o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, que checa os conhecimentos do aluno, com provas de diversas disciplinas, verificando o aprendizado, o desempenho de aluno e escola, ou o vestibular, aquele estresse de perguntas capciosas, múltiplas escolhas e a possibilidade de chute, de “vamos ver o que vai dar”? Sinceramente, pode ser equívoco, mas, estou convencido de que as coisas estão mudando... E para melhor! Sei que o sofrimento é grande, os frutos do progresso só serão colhidos por outras gerações, mas, até por uma questão de sobrevivência, até para que possamos continuar respirando em meio a tanta podridão, tanta maldade, vamos acreditar no amanhã... E ter fé, muita fé.

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