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Será que vão aprovar?

Será que vão aprovar?

06/05/2013 às 02:13

Finalmente, vejo um grupo de políticos discutirem algo que considero óbvio e, lamentavelmente, tem sido solenemente ignorado pelos que podem mudar a lei. Falo da necessidade de o Brasil parar com a farra de eleições de dois em dois anos. O país não aguenta. E não me venham com a falácia de que eleições só fazem bem, que aprimoram a democracia, etc. Mentira. Do jeito que acontecem hoje no país, elas só servem aos interesses dos políticos profissionais. Assim, agora que passou o pleito para prefeito e vereador, aqueles deputados federais e estaduais que tentaram e perderam simplesmente continuam nos seus postos que, aliás, usaram para fazer a campanha, com toda a estrutura de assessores, telefone, carro, contatos e tudo o mais. Os que não disputaram, apoiaram, e agora cobram o trabalho de futuros prefeitos e vereadores para sua reeleição... Enfim, é um jogo de compadres que só perpetua o poder entre os que fazem da vida pública sua aposentadoria precoce e feliz. Ainda hoje, a União Nacional dos Legislativos Estaduais vai lançar um movimento por eleições gerais, nas quais os brasileiros vão às urnas para escolher de vereador a presidente da República. Um dos principais entusiastas é o deputado Alencar da Silveira Júnior, de Minas, e, quando indagado sobre as reais possibilidades de aprovação da matéria no Congresso Nacional tem uma resposta na ponta da língua: não acredita que haverá interesse, por isso sugere a tramitação do assunto através de emenda de iniciativa popular à Constituição. Aí, assim como no caso dos “ficha limpas”, deputados e senadores sentiriam o peso da opinião pública e aceitariam a proposta. É esperar para ver. O que não pode é a continuar como está. Não que a festa das eleições não seja agradável; o problema é que a administração não anda; os nossos eleitos só pensam “naquilo” – a próxima eleição. Outra proposta do mesmo deputado Alencar da Silveira Júnior, essa já oficializada através de projeto junto à Assembleia Legislativa, é a instituição de um plebiscito para se saber se o horário de verão deve ou não continuar em Minas Gerais. Vale, no mínimo, a uma boa discussão, sobretudo para os mais pobres, que levantam as 5 da manhã e enfrentam o caos urbano que conhecemos.

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