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Será que ninguém está vendo?

Será que ninguém está vendo?

Eu aposto que, independentemente de onde você estará hoje, por volta de seis da tarde, vai pensar mais uma vez no nosso maior problema, seja nas grandes, médias ou pequenas cidades mineiras: onde vamos parar com tanto carro, trânsito engarrafado, ruas pequenas e falta de opções de acesso a lugares básicos. E sou capaz de apostar também que você sentirá o incomodo que me perturba diariamente, mas, especialmente, às sextas-feiras: por que ninguém trata a questão da mobilidade urbana com a seriedade que o tema requer? E a urgência também? É impressionante. A cada semana, o tráfego fica pior. E não é só na Rua Rio Grande do Norte ou no Anel Rodoviário da capital, dois pontos de permanente estresse para os motoristas. Está ruim nas estradas, nas cidades mais charmosas e até em refúgios antes paradisíacos, como Lavras Novas ou Tiradentes. É carro demais. E quando alguém tem a minha situação, de filha com nove anos querendo ir a uma festinha com amigos exatamente as 7 da noite, nas imediações do Shopping Del Rey, cujo acesso só me é possível depois de vencer a Savassi, a Praça Raul Soares, a Pedro II, a Catalão e, claro, o entorno do shopping? Meu Deus do céu! O mais assustador é a passividade com que nossas autoridades seguem pedindo votos e dizendo que têm planos... Um fala de BRT (sigla inglesa que promete ônibus maior e mais rápido nas nossas mesmas avenidas), outro discursa sobre metrô, há quem lembre novos tipos de transporte sobre trilhos e um sem número de mais palavras... Palavras... Mas, no fundo, de verdade, prá valer mesmo não vejo ninguém agindo, assumindo o compromisso de resolver. Antes que pare tudo de vez.