Eduardo Costa

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Transformando lama em esperança

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18/02/2019 às 09:18

Enquanto os bombeiros continuam escavando na busca por corpos e as autoridades se preparam para o dia em que terão de anunciar o fim da procura, já se discute em vários níveis de governo o que fazer para que Brumadinho e toda a região consigam sobreviver. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, visitou a cidade no sábado e disse que seguramente haverá a construção de um monumento às vítimas. 

O médico Marcelo Salim dá uma boa ideia de como ajudar Mariana, Ouro Preto e Brumadinho de uma só vez criando opções turísticas onde hoje há apenas lama e desalento. Diz Salim que as duas cidades vítimas da Vale seriam compensadas de uma só vez, via turismo. Seria a construção de uma rodovia, associada à ciclovia entre Mariana, Ouro Preto e o Inhotim, em Brumadinho. 

“Estaríamos interligando o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo ao maior acervo barroco do mundo; são duas forças de arte muito grande e, com a ciclovia, que está na moda, você teria ciclistas do mundo inteiro para se exercitar e divertir ali”, diz o médico acrescentando que deveria ser rodovia bacana, iluminada. 

Salim avisa que ninguém deve se preocupar com a infraestrutura na estrada porque a iniciativa privada cuidaria disso. É só abrir o caminho. E assim, Minas teria destino, porque, para ele, nosso Estado não tem... “Quando vejo propaganda ‘visite Minas’ sinto que é muito vago; veja, ninguém convida para visitar o Rio Grande do Sul, mas, sim, as serras gaúchas. Teríamos esse atrativo, ligando os dois maiores acervos. Não seria tão caro, teríamos uma nova chance para as duas cidades e, assim, deixaríamos a mineração trabalhar, mas, com a responsabilidade que até aqui faltou”.

Ao ouvir a entrevista do ministro mineiro de Bolsonaro, no sábado, quando visitou o palco da tragédia, decidi enviar a sugestão de Marcelo Salim para o ex-presidente da Belotur, Aluizer Malab, que agora atua com Marcelo Álvaro Antônio em Brasília e ele ficou de colocar o assunto no centro das discussões para ajudar as cidades mineiras que seguramente ficarão com sua sobrevivência comprometida. 

Se você também tiver alguma sugestão, conte para seu deputado, escreva para o repórter preferido, enfim, não deixe de colaborar porque, passada a emoção os discursos tendem a rarear e os atingidos pela lama estarão só.

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