Eduardo Costa

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Se tivesse vocação para o pessimismo, estaria deprimido, com síndrome do pânico e carente de muito remédio

31/12/2018 às 10:00

Se tivesse vocação para o pessimismo, estaria deprimido, com síndrome do pânico e carente de muito remédio e prece para superar as queixas que recebo por onde ando e as mazelas que vejo por todo lado. O ano no meu entorno não foi fácil. Provavelmente, nunca ouvi tanta gente dizer que o “quase finado” foi difícil demais, que devia acabar logo para por fim a período de perdas, desemprego, crise, roubalheira e desigualdades.

No meu plano pessoal, mais uma vez devo agradecer a Deus por saúde, família unida e crescimento profissional.

Mas, voltemos ao que rodeia. Qualquer lamento que me trazem é compreensível, senão vejamos alguns exemplos:

1)    violência – basta dizer que já não podemos conversar no portão de casa, andar por nossa rua a qualquer hora ou parar nosso carro no sinal vermelho;
2)    trânsito – basta dizer que não podemos atravessar um cruzamento que nos dá preferencia, sem verificar a outra rua, dirigir com juízo ou respeitar as leis;
3)    serviço público – pagamos 40% do que recebemos de imposto, não temos saúde, educação ou outros serviços e ainda somos advertidos, na repartição, que desrespeitar servidor é crime;
4)    desigualdades: é uma triste realidade em todo o mundo, mas, no caso brasileiro mais crítico, afinal, entre nós a distância entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres é de 50 para l, enquanto que no México e no Chile - por exemplo -  é de 25 para 1.

São apenas poucas lembranças numa imensidão de razões para se falar em ano ruim. Se você quer continuar se lamentando, faça bom uso.

Se você joga no mesmo time que eu, de considerar a esperança algo necessário como água, vejamos o avanço que tivemos em 2018 apenas em uma das atividades humanas – a mais importante delas, a política. O país avisou que quer mudanças, com apoio total a Polícia Federal, Ministério Público e juízes honestos, que não perdoará ministros que insistem em remar na contramão, ainda que membros da mais alta corte; o país renovou assembleias, o Congresso, elegeu governadores absolutamente fora dos esquemas partidários, como Romeu Zema em Minas e escolheu, para presidente, um capitão, do tipo pé duro, radical de direita que promete mudar muita coisa. E quer você tenha votado nele ou não agora é hora de torcer, afinal o Brasil é grande e rico, mas não aguenta o famoso “quando pior melhor”.  Estamos no mesmo barco, à deriva, mas há salvação e, se um ex-presidente está preso, se vários ex-governadores estão presos, se ricos e famosos estão presos então temos de acreditar que a pior sangria dos cofres públicos pode ter fim. A decência na vida pública pode ser recuperada, a gente pode acreditar de novo nos homens públicos e respirar ares de um ano realmente novo.

Não desanime, caro leitor. Da política, faz-se uma Nação. E nossas instituições estão fortes, resistiram a pressões. Só depende de nós. Todos. E para você que ainda acredita que “todo político é safado, não adianta votar” desejo um Ano Novo com o eterno texto do dramaturgo alemão Bertold Brecht:

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

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